A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 16/08/2020
No Brasil, a falta de reconhecimento e excesso de esteriótipos são fatores banais para engatilhar a xenofobia. Diversos são os agentes responsáveis pela desilusão causada às pessoas que imigram em busca de melhores condições de vida que, de sobremaneira, são obrigadas a sujeitar si próprio a tais tratamentos pelos quais o Estado é incapaz de atenuar. Portanto, evidencia-se que muitos dos direitos não são resguardados a fim de que a integridade seja preservada e, desse modo, atos discriminatórios contra distinções culturais tornam-se ainda mais impetuosos e, portanto, consequentes de sequelas profundas e irreversíveis.
Ademais, estatísticas mostram, segundo a SEDH, que a intolerância cultural tem crescido exponencialmente, principalmente entre os anos de 2014 e 2015, com taxas de denuncias variando em 663%. Embora o aumento assustador, não foi registrado quase nenhum progresso dos boletins de ocorrência ou detenção de xenofóbicos e, dessa forma, os casos apenas crescem. Portanto, é visto que a comunidade imigrante é carente de direitos à defesa da integridade e, devido a ineficiência do poder judiciário, casos de discriminação tornam-se recorrentes.
Outrossim, os esteriótipos são certamente os principais gatilhos à xenofobia, dado que as consequências são propiciadas por contextos generalizados. Sendo assim, é viável as maneiras de prevenir que tais ideais sejam inseridos em uma comunidade globalizada. Logo, convém-se que a educação seja a solução, pois é necessário a cura para uma sociedade intelectualmente doente, algo que não pode ser resolvida atrás das celas. De fato, isso não apenas fornece a capacidade de opinar mas induz as gerações a corresponder às adequações morais e oferecer melhor inclusão social. Entretanto, é um objetivo desafiador, dado que as escolas brasileiras sujeitam as piores posições da educação no mundo que, segundo o OCDE, está com o 60° lugar dos 76 países avaliados.
Posto isso, é necessário que uma população não reconhecida possa frutificar de seus direitos, e que os os recorrentes esteriótipos possam ser controlados. Dessa maneira, é dever do Estado recorrer a tais medidas, visto que desinflamar a desigualdade pode minimizar os danos e garantir a liberdade de imigrantes que desejam obter e usufruir direitos possuídos por qualquer cidadão brasileiro. Ademais, também é por responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública em responder adequadamente as necessidades e queixas vindas por partes de vítimas de xenofobia, visto que parte de seus direitos, logo cabe cumpri-las. Portanto, apenas dessa forma teremos um Brasil que carrega consigo uma sociedade que vive em equidade.