A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Todos sabem que no Brasil, há tempos observa-se a questão da xenofobia no país. A luta dos imigrantes que vem para o Brasil em busca de trabalho e de melhores qualidades de vida nem sempre foi fácil, principalmente por conta da cor da pele, religião, ou apenas por estereótipos, como por exemplo os muçulmanos. Entretanto, não só há xenofobia de imigrantes vindos do exterior, mas também há xenofobia entre os próprios brasileiros. Estereótipos e pensamentos que pessoas tem de moradores de determinadas regiões do Brasil, como por exemplo o pensamento que se tem dos nordestinos de serem preguiçosos. Felizmente aos poucos os imigrantes vão se integrando a população brasileira, aumentando mais ainda a diversidade cultural no país.
Pode-se afirmar que o número de casos de xenofobia no Brasil desde 2014 teve um aumento gradativo. A secretaria especial dos direitos humanos constatou-se que de 2014 para 2015 teve um aumento de 633% de denuncias de xenofobia, anos que o número de refugiados haitianos e venezuelanos aumentou. A grande massa de venezuelanos decorrente da precária qualidade de vida da Venezuela veio para o país atravessando a fronteira para Roraima e se refugiando na cidade mais próxima. Parte da população Brasileira os recebeu de braços abertos, mas outros foram diferentes. A ex procuradora geral Raquel Dodge afirmou que o ministério público recebeu notícias de ações graves realizadas em Roraima contra imigrantes venezuelanos. Tratavam-se de casos de xenofobia, trabalho escravo, tráfico humano e de impedimento de acesso aos serviços públicos.
Analisa-se também os casos de xenofobia dos haitianos, qualificado normalmente como casos de racismo, aumentou quando o fluxo migratório de haitianos era intenso. Em entrevista ao portal Terra, dois imigrantes relataram casos específicos em que foram vítimas de preconceitos. termos são comumente usados, como “macaco”. Um deles mencionou uma situação em que um grupo de crianças, por conta de sua pele escura, perguntou se ele não tinha sabonete, uma forma de dizer que ele estava “sujo”. Uma pesquisa publicada em 2016 pelo programa Cidade e Alteridade da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reafirma isso. Ao entrevistar haitianos moradores de Belo Horizonte, descobriu-se que 60% dos homens haitianos entrevistados sofrem de xenofobia e outros tipos de preconceito no local de trabalho. Em relação às mulheres entrevistadas, esse número atinge os 100%. Levando em consideração esses aspectos, é mister que haja movimentos de ajuda para os imigrantes refugiados, principalmente os mais necessitados para se integrarem na sociedade brasileira. Programas para a população entender que xenofobia é crime e os imigrantes estão necessitados. No Brasil já tem programas de ajuda para imigrantes, logo necessita-se mais investimento no mesmo.