A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Em dois de setembro de 2015 a imagem de Alan Kurdi, uma criança síria de apenas três anos de idade, chocou o mundo. Ele, juntamente de sua família composta por seu pai, sua mãe e seu irmão de cinco anos de idade fugiam de um ataque provocado pelo Estado Islâmico em sua cidade natal Kobanî, na Síria. O barco ilegal que transportava-os naufragou e o único sobrevivente da família Kurdi foi o pai, Abdullah. Acontece que em 2016, o jornal francês Charlie Hebdo publicou uma charge sugerindo que, se não tivesse morrido no naufrágio, Alan Kurdi teria se tornado um dos homens que participaram de atos de abuso sexual na Alemanha, durante as comemorações de Ano-Novo
A xenofobia é uma das formas de preconceito mais antigas que se faz presente nos dias atuais, e é quase um mistério ela crescer cada dia mais no Brasil, um país miscigenado com uma gigantesca diversidade étnica. Ela se caracteriza como um sentimento de hostilidade ou ódio manifestado contra pessoas consideradas estrangeiras, e torna-se cada dia mais comum, devido principalmente ao grande fluxo de migrações que tem acontecido.
O Brasil é um importante receptor de imigrantes, sendo o terceiro país da América do Sul que mais atrai pessoas de outras nacionalidades. A maioria desses imigrantes chegam ao Brasil em busca de empregos que garantem uma melhor qualidade de vida, porém não é bem isso que encontram ao ingressar no país. Algumas pessoas e empresas se aproveitam do fato de que os imigrantes não conhecem as leis trabalhistas. As principais vítimas são aqueles vindos de um país mais pobre, que aceitam trabalhar em péssimas condições em troca de uma baixa remuneração.
Visando melhorar as condições de vida dessa minoria, fazem-se necessárias novas leis que garantem uma boa estadia, curso de português para aqueles que precisam, documentação e capacitação profissional, e além de tudo, coisas fundamentais como educação, cultura, saúde e lazer.