A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
No livro “hora da estrela”, de Clarice Lispector, fala sobre uma emigrante nordestina, que ao mudar-se para o Rio de Janeiro possui uma vida completamente miserável, excluída da sociedade. Xenofobia não é uma invenção atual. Como foi retratado no livro desde antigamente os imigrantes não eram reconhecidos como cidadãos, e logo, eles não tinham direitos como os outros indivíduos. Contudo engana-se quem acha que xenofobia não é mais realidade no mundo contemporâneo: segregados e vítimas de discursos de ódio, vários imigrantes sofrem com o preconceito: segregados e vítimas de discursos de ódio, vários imigrantes sofrem com o preconceito. Sendo assim, percebe-se que nem todos vivem uma vida digna e medidas devem ser tomadas.
De maneira análoga, esse livro poderia ser considerado uma biografia de tantos outros migrantes que, ao saírem de suas terras em busca de uma condição de vida melhor, acabam sendo tratados de maneira hostil e desumana, sendo privados de direitos civis fundamentais. Neste contexto, ganha relevância o pensamento de Socrates, especificamente quanto ao seu conceito de “Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo”. Para o estudioso não importa de que lugar que a pessoa é ou de que raça ela é um cidadão do mundo. Assim a sociedade deve entender que independente de qualquer coisa todos são cidadões e merecem respeito.
Em consequência de uma sociedade em redes, os fluxos migratórios se acentuaram nas últimas décadas. De modo geral, as principais causas que levam as pessoas a migrarem aludem a busca por melhores condições de vida e, mais recentemente, a fuga de guerras e perseguições político-ideológicas. Entretanto, muitos lugares não apresentam preparo na infraestrutura para receber um grande número de pessoas, causando problemas estruturais, como a falta de empregos, vagas em escolas e atendimento médico-hospitalar, o que acarreta em um grande movimento anti-imigração. Assim, em alguns casos, agressões físicas e posturas nazistas revelam a pior faceta humana quando em vista a falta de empatia em relação à condição do outro.
Diante tal cenário, é imprescindível que medidas sejam executadas visando á atenuação do problema. Para tanto, a ONG Cáritas Brasileira, deve oferece acolhimento, orientação jurídica, acompanhamento das solicitações de refúgio e encaminhamentos para instituições afins e orientação e encaminhamentos nas áreas de trabalho, educação, saúde, documentação, capacitação profissional, cultura e lazer e geração de renda para que não tenham problemas de nacionalidade. Juntamente com sua parceira ONU para refugiados. Ademais, cabe o governo dos estados, controlar a entrada e saídas de pessoas. Com tais ações, será possível um Brasil com menos violência aproximando-se de um pais mais justo.