A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Ao decorrer da história da humanidade é possível identificar inúmeros casos de xenofobia. Temos como exemplo a pandemia de sífilis, no século XVI. Na Alemanha, os imigrantes franceses foram responsabilizados e perseguidos, na França, os italianos, e no Japão, os portugueses. Já em 2001, após o ataque às Torres Gêmeas, árabes foram taxados como agressivos e terroristas. Tais fatos apenas comprovam que a xenofobia é um mal que não foi instaurado neste século, mas caminha conosco até os dias de hoje.

É costume dizer que o Brasil, por ser um país misógino, é um ambiente aberto à pessoas de todas as raças, etnias e religiões. Porém, com passar dos anos, tal afirmação tem se mostrado não ser verdadeira, visto que, em 2015, os casos de xenofobia denunciados aumentaram cerca de 633%. Além de, em 2020, com o início da pandemia do novo Coronavírus, foram notórios e descarados os casos de xenofobia virtual espalhados pelas redes sociais, comentários insinuando chineses como desprovidos de higiene e ofensas à cultura oriental eram considerados normais e “engraçados”.

Pode-se considerar que, parte da influência xenofóbica brasileira vem da mídia. Diversas “piadas” racistas e xenofóbicas ainda são vistas na televisão brasileira, deboche e risadas podem ser ouvidos ao “brincar” com características físicas ou a dificuldade de pronûncia do português falado por estrangeiros.

A xenofobia já é considerada crime no Brasil, mas, apesar disto, pesquisas indicam que apenas 1% desses casos chegam até a justiça. Em conclusão dos fatos citados, é necessário que a Justiça Federal (JF) trate casos de xenofobia de forma severa, analisando-os e aplicando maiores penas. Quando os casos envolverem a televisão brasileira, é indicado que a emissora seja multada com grande penalidade capital e o programa seja retirado do ar, para que, desta forma, os casos sejam diminuídos e o sofrimento de estrangeiros e refugiados seja, finalmente, cessado.