A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Foi na Grécia Antiga que se apresentaram os primeiros indícios de atos xenofóbicos, em que os estrangeiros eram notados como “bárbaros” e desumanos, e em resultado disso, a sociedade e população grega da época passou a ser sinônimo de superioridade. Na contemporaneidade, a aspiração por ascendência pessoal em uma sociedade é o ponto de partida para prática de xenofobia, gerando o sentimento de ódio e hostilidade com pessoas estrangeiras. E por meio dessa realidade, se estabelece os efeitos da diferença de tratamento com intolerância de gênero, marcada e percebida pelos atos de preconceito.

Em primeiro plano, vale debater que a manifestação de patriotismo contra diferentes grupos é segmento da insegurança do indivíduo em relação a sua circunstância social e econômica pessoal dentro de um Estado. Mediante a isso, a xenofobia gerada por causa do medo da perda de condição de classe e inquisição de acumulo de bens da pessoa que pratica a ação, é razão da falta de pensamento no próximo e enaltecimento do próprio ser individual que aplica suas devidas situações, sem pensar na conjunção da comunidade e apenas em si mesmo. Desse modo, a execução da nacionalidade com cidadãos de países exteriores é uma forma de intensificar a superioridade particular e de identidade dentro de uma sociedade.

Somado a isso, vale discutir que as práticas xenofóbicas, causadas pela falta de pensamento no próximo, resulta no aumento de estereótipos e de preconceitos a qual geram muitas dificuldades para os estrangeiros. No Brasil, essa inquisição é realizada, principalmente, contra a grande quantidade de imigrantes venezuelanos que chegam refugiados de seu país e acabam sofrendo com as diferenças de tratamento em que os tornam frágeis, invisíveis na sociedade e reprimidos a exercer sua cultura e costumes. Conclui-se dessa forma, que pela intenção das pessoas patriotas em prática do nacionalismo, os cidadãos estrangeiros são prejudicados economicamente, socialmente, culturalmente e isso interfere na sua convivência e oportunidades.

Portanto, é primordial proporcionar uma vida com mais benefícios para os estrangeiros. Por isso, cabe ao Ministério da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Educação, promover aulas didáticas para os alunos - desde o ensino infantil até o ensino médio, e em conjunto com suas famílias – que incentivem o pensamento de que os imigrantes têm importância na sociedade e que não é correto agir com superioridade sobre os mesmos. Dessa maneira, a dificuldade de exercer a cidadania dos refugiados será enfrentada de forma mais ativa. Só, então, haverá uma sociedade em que não pratica atos xenofóbicos e é igualitária a todos, independente da raça.