A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Promulgada pela ONU, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Vale ressaltar que, por ser um direito universal, imigrantes também devem usufruí-los, independente do país ao qual se destinaram. Conquanto, no Brasil, a crescente xenofobia e a falta de informação cultural impossibilita que esse grupo desfrute desse direito na prática. Nesse sentido, convém encontrarmos maneiras a fim de resolver essa problemática.
Em 2015, de acordo com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, as denúncias de xenofobia cresceram 633% em relação ao ano anterior. Tal dado demonstra que nossa população possui desconhecimento perante a um estrangeiro e sua diferente aparência e costumes faz o indivíduo percebê-lo como ameaça. Se manifestando através de comentários discriminatórios, estereotipados ou desumanizantes, a xenofobia faz com que o imigrante, especialmente o ilegal, acabe se submetendo a condições duras de trabalho, com baixa remuneração e sem direitos trabalhistas.
Nesse sentido cabe a célebre frase de Jean-Paul Sartre, A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é uma derrota. Isso pois, ao praticar a aversão ao estrangeiro, o indivíduo acaba perdendo a oportunidade de adquirir importantes heranças culturais como a criação de gado no Rio Grande do Sul, sob influência dos espanhóis, grandes consumidores de carne; no século XIX o estado já era um dos maiores produtores de carne bovina do país. Outro exemplo foi a introdução do sistema de produção pós-guerra japonês, o Toyotismo, que favoreceu a dispersão da produção industrial e agrícola no Brasil.
Diante do exposto, para resolver a questão da Xenofobia no Brasil medidas devem ser tomadas. É imprescindível que o Ministério da Educação capacite professores de instituições públicas e privadas por meio de cursos oferecidos gratuitamente com o intuito de inserir palestras nas escolas em que o fim da xenofobia seja pregado, inserindo de vez valores como educação e respeito ao próximo à sociedade, para que, no futuro, o preconceito acabe e a sociedade se torne de fato mais unida e integrada. Ademais O Ministério da Cidadania , em parceria com ONGs que lutam pela causa, deve fornecer o suporte ao imigrante, especialmente em sua chegada e para o monitoramento de sua situação no país, ofertando programas sociais que o auxilie financeiramente e oferecendo também, em cooperação com o Ministério da Educação, cursos de língua nativa ao recém-chegado. Somente assim será possível construir um futuro melhor, garantindo o pleno funcionamento dos direito previstos pela ONU.