A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
O Brasil é conhecido mundialmente por ser bem receptivo com estrangeiros, entretanto a situação hodierna tem sido oposta a este ideário visto o crescente número de casos de xenofobia no país. De acordo com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, entre 2014 e 2015, as denúncias de discriminação aumentaram de 45 para 333, o que evidencia a realidade vívida por imigrantes. Portanto, é imprescindível analisar a mentalidade do povo brasileiro e a diminuição de oportunidades aos asilados para que empecilhos vigentes sejam contornados.
É notório que, no Brasil, a xenofobia é praticada com aqueles de nacionalidades e etnias preconizadas. Exemplo disso é o número de habitantes de origem europeia que há anos vivem por aqui e a ausência de notícias que mostrem estes como vítimas de intolerância. Em contrapartida, haitianos e árabes são constantemente alvos de rejeição, como fora o caso de agressão à um Sírio vendedor de esfiha no Rio de Janeiro no ano de 2017. Nesse viés, percebe-se que há uma desumanização com o diferente e pensamentos de tolerância hão de ser promovidos entre a nação.
Comumente, refugiados encontram-se mal vistos na sociedade, em virtude, principalmente, da divergência cultural. Nesse sentido, a oferta de oportunidades aos imigrados passa a ser uma tarefa árdua de ser conquistada, tendo em vista a desconfiança gerada pelo preconceito. Posto isso, a dificuldade de se integrarem no meio social e construírem uma nova vida no país pode causar desconforto e isolamento. Tendo isso em mente, os brasis hão de acolher os novos residentes de forma que estes sentem-se em casa e não como invasores de território.
Por isso, fica claro que é fundamental reverter o status quo no que diz respeito à xenofobia no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve conscientizar a população sobre a importância da receptividade aos imigrantes, por meio de palestras e documentários que visem sensibilizar o povo de suas responsabilidades sociais. Ademais, o Ministério do Trabalhado há de realizar políticas públicas com o fito de que empresários não neguem vagas de emprego aos refugiados e assim atenuar a desintegração. Paralelamente, o Legislativo deve reforçar suas leis e aumentar a penalidade àqueles que discriminam estrangeiros com o objetivo de reduzir a prática de atos hediondos.