A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Muitas coisas são herdadas da grande Grécia Antiga, mas infelizmente, nem todas são coisas boas. Antigamente, o preconceito que havia contra os estrangeiros era muito frequente, pois, na época, esses imigrantes não eram considerados cidadãos, não podendo ter direitos como outros indivíduos. Infelizmente, esse mau exemplo, foi seguido e um grande monstro criado: a xenofobia. Esperava-se que esse problema fosse deixado na antiguidade, porém, ele ainda existe no século XXI e está em discussão no país. Em primeiro plano, vale ressaltar que por se tratar de uma situação antiga, podemos colocar como causa da problemática, a falta de conhecimento, afinal, grande parte das pessoas com comportamentos xenofóbicos nem ao menos sabem por que pensam dessa maneira, afinal, seus pensamentos foram moldados por anos desta maneira. Nosso maior exemplo que liga a falta de conhecimento com a xenofobia é o filho do atual presidente do país, Eduardo Bolsonaro. Ele teria feito tristes afirmações de que a China seria responsável pela pandemia do COVID-19, o que colocou em risco as relações comerciais entre Brasil e China. Ademais, por conta desse mal, as consequências são gigantescas e em vários níveis. Exclusão, traumas, agressões, marcas e cicatrizes. Porém, além do físico, o que mais se faz afetado por isso, é a saúde mental. Em “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector, temos uma abordagem do tema, o livro fala sobre uma emigrante nordestina, que ao mudar-se para o Rio de Janeiro possui uma vida completamente miserável e excluída da sociedade. Essa exclusão da personagem é totalmente absurda, porém totalmente realista também. Infelizmente, esse doloroso caminho leva a graves problemas, como a depressão, podendo resultar, até mesmo, no suicídio. Diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação (MEC) inserir na grade escolar uma matéria destinada a cultura, com o intuito de ensinar todas as diversidades e de erradicar a xenofobia, pois dentro de um mundo enorme e cheio de diferenças, é necessário conhecer um pouco de cada cultura para evitar gafes como a do deputado do país. Igualmente, cabe ao Ministério da Saúde (MS) abrir rodas de conversa para pessoas que já foram afetadas por esse preconceito, com o fito de evitar o pior. Por fim, faz-se necessário uma parceria entre MEC e MS, para implantar psicólogos nas escolas para detectar esses casos e cortar desde a “raiz”. Afinal, um país evoluído, é um país que abraça todas as culturas.