A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 18/03/2022
Desde o processo de colonização, acreditou-se, por parte dos colonizadores, que existiam etnias superiores às outras, o que contribuiu para a ascensão da xenofobia no Brasil. Nesse contexto, é inegável que esse preconceito dificulta a possibilidade de ascensão social e igualdade dos estrangeiros, além de representar uma falha do governo.
De início, vale ressaltar que os imigrantes que vêm para o Brasil encontram desafios para alcançarem a ascensão social. Segundo o sociólogo Alex Vargem, pensa-se que todo refugiado não possui escolaridade ou intelectualidade, entretanto, muitos são, até mesmo, pesquisadores. Todavia, essas pessoas sofrem discriminação, como ocorreu, em 2007, na Universidade de Brasília, onde africanos tiveram os apartamentos incendiados enquanto dormiam. Dito isso, compreende-se que esses sujeitos enfrentam dificuldades para se encaixarem no meio social e, quando conseguem, correm risco de vida e preconceito, o que complexifica o estudo dessa parcela da população.
Ademais, a xenofobia evidencia o descaso governamental com os imigrantes. De acordo com o terceiro artigo da Constituição Federal, o governo deve repudiar e prevenir o preconceito com os imigrantes. Contudo, conforme a Organização das Nações Unidas, 41% dos refugiados relatam já terem sofrido discriminação, seja apenas pelo fato de serem estrangeiros ou por questões raciais também. Posto isso, percebe-se que a ocorrência dessas situações traz à tona a má fiscalização e execução das leis por parte da esfera pública, que coloca o bem-estar dessas pessoas em risco.
Portanto, nota-se que a xenofobia dificulta que as vítimas cresçam socialmente, e representa, também, uma falha constitucional do Estado. Diante desse cenário, o governo deve, junto ao Ministério da Cidadania, por meio de decretos, tornar obrigatórias, nas universidades, vagas reservadas apenas aos imigrantes, além de criar propagandas midiáticas que visem à conscientização dos malefícios do preconceito. Dessa forma, essa problemática será menos notória no Brasil.