A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 17/10/2020

Nazismo: nome dado ao partido responsável pelo maior holocausto do mundo, motivado, sobretudo, pela diversidade existente. De forma semelhante, percebe-se que, na atual realidade brasileira, a intolerância se perpetua, principalmente no que diz respeito à xenofobia, visto que os refugiados são constantemente vítimas de discriminação no país, segundo o G1. Nesse sentido, esse cenário ocorre não só em razão da banalização desses atos, mas também devido à falta de estruturas de atendimento.

Em primeira análise, convém ressaltar que a normalização da intolerância está entre as causas do problema. Nesse contexto, para a filósofa Hannah Arendt, em seu conceito de “banalidade do mal”, um indivíduo comum é capaz de cometer atos extremamente cruéis devido à falta de reflexão de suas ações. Sob essa ótica, pode-se afirmar que muitos brasileiros seguem o senso comum, sem questionar, achando ser o certo. Todavia, na maioria das vezes, esses atos são preconceituosos, dado que, de acordo com os dados da Universidade Estadual de Michigan, o Brasil está entre os 15 países - entre os avaliados - mais antipáticos. Assim, é inadmissível a persistência desse quadro em pleno século XXI, fato que afeta diretamente os estrangeiros, privando-os do bem-estar social.

Outrossim, salienta-se que a falta de estrutura de atendimento está entre os fatores que contribuem com essa questão. Nessa lógica, é notório que nem todos os estados brasileiros possuem delegacias especializadas em delitos de intolerância, como há no Rio de Janeiro. Nesse ínterim, essa ausência propicia o silenciamento das vítimas, além de dar maior liberdade aos agressores, os quais dificilmente serão punidos, devido à falta de denúncias. Dessa maneira, esse cenário é lamentável, uma vez que possibilita a perpetuação da xenofobia no país e, consequentemente, o aumento da desigualdade social, sendo fundamentais medidas para reverter esse panorama.

Fica evidente, portanto, a importância do debate acerca da xenofobia. Dessa forma, a fim de minimizar o impasse, o Ministério da Cidadania deve mostrar aos indivíduos a necessidade da reflexão sobre as ações, além da importância de respeitar o outro. Essa medida deve ser executada por meio de parcerias com as escolas, as quais precisam implementar em suas grades extracurriculares aulas e palestras, abertas à comunidade, a respeito do assunto em questão. Ademais, é fundamental que o Governo Federal promova a construção de delegacias especializadas em casos de intolerância nas cidades brasileiras, sobretudo nas capitais, por meio de parcerias com as Prefeituras. Os intuitos de tais medidas são tornar segurança e o bem-estar mais acessíveis a todos, principalmente aos estrangeiros. Dessarte, será possibilitada a construção de uma sociedade digna e segura, evitando um genocídio como o da Segunda Guerra Mundial.