A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 02/12/2020
Com a guerra na Síria, a crise na Venezuela e a desigualdade social e econômica que ameaça à sobrevivência em diversos países da África, Oriente Médio, América do Sul e Central, ocasionam a imigração de aproximadamente 290 milhões de pessoas ao ano –Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) – Entretanto, os países que recebem essas pessoas lhe causam medo e horror. Desta forma, muito se discute se esse “discurso” sobre o medo ao estrangeiro, ou seja, a xenofobia é real, ou é apenas uma forma de mascarar o preconceito enraizado na sociedade.
Em primeiro plano, vale ressaltar que após o fim da Segunda Guerra Mundial, no dia 28 de julho de 1951, a ONU criou uma lei em que é obrigatória a recepção de refugiados em todos os países. Somente a Síria e a Venezuela somam mais de 11 milhões de exilados e graças a essa lei dezenas de milhares de pessoas deixam de correr o risco de morte e tem um lugar para morar. Porém esses indivíduos são assassinados e humilhados por diversos nacionalistas. Um exemplo disso, foi um massacre que ocorreu no dia 24 de julho de 2011 na Noruega, após um neonazista nacionalista assassinou 71 adolescentes para que o governo proibisse a entrada de muçulmanos no país -dados do jornal EL país.
Ademais, grupos terroristas, como a Al-Qaeda, fazem com que cidadãos do mundo inteiro classifique muçulmanos e islâmicos como “homem- bombas”. Infelizmente, esse tipo de preconceito acaba gerando a exclusão dessas comunidades do atual mundo globalizado. De acordo com o filósofo Kierkegaard, o indivíduo é o único responsável em dar significado a sua vida e viver de maneira sincera, mesmo com os obstáculos que possam surgir. Contudo, é difícil viver a vida em um lugar em que as pessoas têm medo de terem suas culturas e vidas destruídas.
Em virtude dos fatos, conclui-se que para resolver essa problemática, a ONU deve criar o projeto “País novo, vida nova” para que imigrantes tenham uma sobrevivência financeira, uma moradia temporária, alimentação, educação e cursos profissionalizantes. Deve ser executado por meio do recolhimento de uma pequena parcela de doação de cada país membro, ou pessoas físicas e jurídicas que tenham condições de ajudar na causa, para que os imigrantes tenham acesso ao mercado e uma nova vida.