A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 11/01/2021
No império romano, os povos estrangeiros recebiam conotação discriminatória e excludente, sendo popularmente nomeados de “bárbaros” pelos habitantes de Roma. No entanto, mesmo com dois milênios separando esse período da Idade Contemporânea, o Brasil do século XXI ainda é palco de discursos xenofóbicos contra seus residentes provindos de outras nacionalidades. Sob essa ótica, entende-se que o atual fenômeno da globalização favoreça a interação dos povos, mas há fatores, como o nacionalismo exagerado e a banalidade do mal, que viabilizam tais atitudes, tornando necessária a busca de soluções para tal problema.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o mundo após as revoluções industriais passou a se constituir como uma “aldeia global”, ou seja, o deslocamento entre os países foi facilitado e, como consequência, os movimentos migratórios foram intensificados. Em contrapartida, existem correntes ufanistas que pregam a sua superioridade frente a outros povos e culpam os estrageiros por problemas nacionais, como exemplo o desemprego. Nesse sentido, assemelham-se ao discurso nazista, responsável pelo genocídio em massa contra as raças não arianas. Desse modo, é fundamental que esses discursos sejam combatidos no território brasileiro.
Somado a isso, temos a banalização do mal, que para Hanna Arendt, ocorre quando o mesmo é defendido ou ignorado pela maioria e reproduzido por indivíduos sem reflexão crítica. Com isso, nota-se que, enquanto pensamentos violentos e repressivos se mantiverem incubados no inconsciente coletivo, não sera possível viabilizar ideias contrárias, isto é, a favor da integração de novos povos dentro país. Dessa forma, a luta contra essa problemática, enraizada na sociedade, enfrenta dificuldades para reunir altos números de pessoas que estão dispostas a fazer o bem ao próximo.
Diante desse panorama, é essencial que políticas sociais sejam postas em prática conta a xenofobia no Brasil. Em primeiro instante, o Governo Federal, juntamente com as mídias da televisão aberta, devem promover propagandas e palestras educativas em horários nobres da programação, para assim promover a conscientização quanto ao respeito aos estrageiros para a grande massa populacional. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação implemente na grade estudantil atividades que provoquem a reflexão dos alunos sobre a vida conturbada dos imigrantes no contexto mundial. Somente com tais ações será possível diminuir as citações xenofóbicas no contexto brasileiro, proporcionando assim a execução de um país mais democrático e seguro para todos que nele residem.