A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Nas histórias em quadrinhos, a heroína Miss Marvel é conhecida por combater a xenofobia de americanos contra minorias oriundas de outro lugar, como os árabes. Fora da ficção, é fato que esse tipo de preconceito faz-se presente na realidade brasileira. Desse modo, é essencial entender a origem da xenofobia, que remonta à Antiguidade, e o envolvimento das escolas na persistência do problema.
A princípio, é importante entender que a xenofobia não é uma invenção atual. Na Roma Antiga, todos os povos que não aderiam ao latim como língua materna eram considerados selvagens e marginalizados. Atualmente, grupos minoritários, como africanos e asiáticos, também sofrem preconceito no Brasil, sendo alvos de piadas, assédios e agressões. Diante disso, é inaceitável a persistência de um problema tão arcaico.
Ademais, vale compreender que o papel da escola não é devidamente exercido. Segundo a Sociologia, mais que apenas um local de ensino de conteúdo científico, a instituição escolar é responsável pela socialização secundária de um indivíduo. Assim, é esperado que, durante a formação, os estudantes aprendam a lidar com a alteridade. Entretanto, não é o que ocorre, haja vista que, muitas vezes, as crianças não são confrontadas pelas diferenças dos colegas devidamente, o que impede o amadurecimento social.
Portanto, uma intervenção sobre o tema faz-se necessária. Para diminuir os casos de xenofobia, é dever do Ministério da Educação promover palestras nas escolas para pais e alunos. Essas apresentações contarão com alunos estrangeiros, promovendo conscientização dos indivíduos do corpo social, por meio de intercâmbio cultural entre o Brasil e outros países. Só assim, com a escola retomando sua função essencial como agente de socialização, será possível caminhar para uma realidade em que os casos de xenofobia retratados nos gibis da Marvel se limitem à ficção.