A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 26/03/2021

Na Roma Antiga, os povos estrangeiros eram tratados a partir de uma conotação discriminatória e excludente, sendo popularmente nomeados de “bárbaros” pelos habitantes do império. Não obstante, embora cerca de dois milênios separem esse período e a Idade Contemporânea, o Brasil ainda é palco de discursos e atitudes xenofóbicas. Tal situação ocorre frequentemente no país não só pela negligência governamental, mas também pelo silenciamento da sociedade. Sendo assim, medidas são necessárias a fim de minimizar a questão da xenofobia no Brasil.

Precipuamente, é fulcral pontuar a negligência governamental como principal promotora do problema. A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada pela ONU, em 1948 - prevê, em seu artigo 5°, que ninguém será submetido a tratamentos desumanos ou degradantes. Entretanto, hodiernamente, no Brasil, verifica - se que essa jurisdição não tem se reverberado com ênfase na prática, visto que, de acordo com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, denúncias de xenofobia cresceram em 633% de 2014 a 2015. Isso porque, a fragilidade das autoridades judiciais no tocante à aplicação de punições com mais rigor aos praticantes desse crime - o que estipula uma cultura de impunidade diante dessa conjuntura, corroborando para a expansão da problemática.

Outrossim, é válido salientar a falta de empatia social como impulsionadora do impasse. Na trama “Jogos Vorazes”,  a personagem Katniss protagoniza uma cena na qual é expulsa de um distrito, pelos próprios moradores, por acreditarem que a moça levaria problemas à população pelo fato de ser uma “rebelde”. Fora da ficção, a realidade é semelhante, uma vez que, a sociedade ao invés de prestar solidariedade e ajuda aos estrangeiros, os afasta de suas relações sociais, colaborando para o aumento da xenofobia na nação.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para resolver a questão da xenofobia no Brasil. Dessarte, com o intuito de regredir o número de casos de xenofobia na pátria, torna-se necessário que, o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, seja revertida em campanhas contra atitudes xenofóbicas, desde o processo de formação intelectual dos indivíduos. Tal prática deve ser realizada com o auxílio das ferramentas midiáticas, como internet, TV´s e rádios, a fim de atingir mais sujeitos. Somente assim, os erros que foram cometidos na Idade Antiga não se repetirão em pleno século XXI, e a população alcançará plenitude.