A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 14/04/2021

TEMA: Processo de Urbanização e seus desafios na sociedade brasileira

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem tratadas com a mesma importância. No entanto, tal igualdade proposta pelo filósofo não é inteiramente concretizada no cotidiano de muitos brasileiros – principalmente – no que tange ao processo de urbanização no Brasil. Assim, grande parte da comunidade que busca melhores condições de vida nos centros urbanos enfrentam muitos desafios como a xenofobia e a desigualdade social. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema que se agrava a cada dia.

Inicialmente, a reação intolerante proposta por várias pessoas contra indivíduos de distintas regiões do país é um fator que torna o panorama ainda mais complexo. Conforme a expressão da pensadora Olgária Matos, uma comunidade que só é capaz de lidar com ela mesma não pode ser considerada como uma sociedade. Nessse sentido, ações xenofóbicas direcionadas a esses migrantes geram sérias consequências, por exemplificação, o difícil acesso à empregabilidade. Desse modo, nota-se uma certa privatização das relações humanas por conta do xenofobismo.

Além disso, a desigualdade social e seus árduos reflexos são aspectos que fundamentam o cenário caótico que envolve o “inchaço” urbano. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos brasileiros têm o direito ao acesso digno à moradia, saneamento básico, sáude e educação. Entretanto, esses valores prezados pela lei não são usufruídos por toda a comunidade inserida no perímetro urbano, precipuamente, das áreas metropolitanas. Sendo assim, a má consolidação e democratização dessa legislação auxilia no aumento de desempregados, desabrigados, doentes, da carência escolar, da criminalidade e de espaços periféricos.

Portanto, faz-se necessária a abrangência de eficientes intervenções que interfiram nessa problemática. Dessa maneira, é viável que o Governo Federal junto aos Ministérios, promovam uma reavaliação do direcionamento de verbas. Seguidamente, cabe a esses Órgãos governamentais a adoção de projetos que ampliem o acesso de qualidade à saúde, educação, segurança, moradia e ao emprego formal ,principalmente, em territórios de maior atração de pessoas. Tudo isso, com o intuito de quebrar a ineficiência legislativa e construir uma nação que conviva com o bem-estar social independentemente da situação financeira e regionalidade.