A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 30/04/2021

Tema: Desafios relacionados ao constante processo de urbanização no Brasil

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. No entanto, tal igualdade proposta pelo filósofo não é inteiramente concretizada no cotidiano de muitos brasileiros – principalmente – no que tange ao processo de urbanização do Brasil. Assim, grande parte da comunidade que busca melhores condições de vida nos centros urbanos enfrentam muitos desafios como a xenofobia e a desigualdade social. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema que se agrava a cada dia.

A princípio, a reação intolerante ofertada por várias pessoas aos indivíduos de distintas regiões do país torna o panorama ainda mais complexo. Conforme a expressão da pensadora Olgária Matos, um povo que só é capaz de lidar com ele mesmo não pode ser considerado como uma sociedade. Nesse sentido, é perceptível que as ações xenofóbicas direcionadas a esses emigrantes gera sérias consequências, por exemplo, o difícil acesso à empregabilidade. Além disso, paralelamente, pode-se afirmar que há – infelizmente – certa privatização das relações humanas por conta do xenofobismo.

Ademais, a desigualdade social e seus árduos reflexos são fatores que fundamentam o cenário problemático. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos do território nacional têm o direito só acessoa digno à moradia, saneamento básico, saúde e educação. Entretanto, é nítido que esses valores prezados pela lei não são usufruídos por toda a comunidade que compõe o “inchaço urbano” presente, precipuamente, nas metrópoles. Assim, é notável que a ineficiência legislativa auxilia o surgimento de desempregados, desabrigados, doentes, carência escolar, criminalidade e áreas periféricas.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual ao grave transtorno abordado. Desse modo, inicialmente, é viável que o governo federal em parceria com empresas privadas promovam um projeto de ampliação das vagas de emprego em regiões interiores por meio do financiamento de estruturas industriais que valorizam a disponibilidade de matéria-prima e mão de obra dessas localidades. Tudo isso, a fim de cumprir a democratização do acesso ao trabalho formal ao longo do país e, por conseguinte, ampliar o bem-estar social e amenizar os males do superpovoamento urbano.