A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 03/06/2021

Com a guerra na Síria, a crise na Venezuela e a desigualdade social e econômica que ameaça à sobrevivência em diversos países da África, Oriente Médio, América do Sul e Central, ocasionam a imigração de aproximadamente 290 milhões de pessoas ao ano –Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) – Entretanto, os países que recebem essas pessoas lhe causam medo e horror. Desta forma, muito se discute se esse “discurso” sobre o medo ao estrangeiro, ou seja, a xenofobia é real, ou é apenas uma forma de mascarar o preconceito enraizado na sociedade.

Em primeiro plano, vale ressaltar que após o fim da Segunda Guerra Mundial, no dia 28 de julho de 1951, a ONU criou uma lei em que é obrigatória a recepção de refugiados em todos os países. Entretanto, somente a Síria e a Venezuela somam mais de 11 milhões de exilados, graças a essa lei, dezenas de milhares de pessoas deixam de correr o risco de morte e tem um lugar para morar. Porém esses indivíduos são assassinados e humilhados por diversos grupos xenofóbicos e que são contra a entrada de imigrantes em seu país. Um exemplo disso, foi um massacre que ocorreu no dia 24 de julho de 2011 na Noruega, após um neonazista nacionalista assassinou 71 adolescentes para que o Governo proibisse a entrada de muçulmanos no país.

Ademais, grupos terroristas, como a Al-Qaeda, fazem com que cidadãos do mundo inteiro classifique muçulmanos e islâmicos como “homem- bombas”. Infelizmente, esse tipo de preconceito acaba gerando a exclusão dessas comunidades em muitos continentes, principalmente na Europa, que em agosto de 2018 houve o retorno de diversas manifestações racistas ocasionada pela crise migratória.. Ademais, De acordo com o filósofo Kierkegaard, o indivíduo é o único responsável em dar significado a sua vida e viver de maneira sincera, mesmo com os obstáculos que possam surgir. Contudo, é difícil viver a vida em um lugar em que as pessoas têm medo de terem suas culturas e vidas destruídas.

Em virtude dos fatos, conclui-se que para resolver essa problemática, a ONU deve criar o projeto “País novo, vida nova”, que deve ser divulgado através de campanhas em redes midiáticas e sociais, utilizando os serviços de influências digitais- para alcançar o maior número de pessoas- para que imigrantes tenham uma sobrevivência financeira, uma moradia temporária, alimentação, educação e cursos profissionalizantes. Além disso, deve ser executado por meio do recolhimento de uma pequena parcela de doação de cada país membro, ou pessoas físicas e jurídicas que tenham condições de ajudar na causa, para que os imigrantes tenham acesso ao mercado de trabalho e uma nova vida.