A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 24/08/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a xenofobia seja tratada como algo sério e que deve ser evitado, todavia existem obstáculos a serem superados, uma vez que a discriminação aos estrangeiros afeta desde as primeiras guerras mundiais. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de informação, bem como o preconceito com as diferenças acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, sabe-se que na Roma Antiga, os povos espartanos eram contra pessoas de outros países, combatendo por meio da expulsão ou violação física. Diante disso, percebe-se que durante a formação da identidade nacional, alguns locais já adotavam a política de repudiar indivíduos de outras culturas. Em consonância à realidade, fica claro a falta de informação perante as consequências desse ato, uma vez que na atualidade ainda acontece de forma intensa. Tanto que, segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos, estima-se que as denúncias de xenofobia tiveram um crescimento de 633%, em 2015, comparado com o ano de 2014. Por isso, cabe aos municípios implementar medidas que garanta o conhecimento das pessoas, em favor das boas relações sociais. Sob um segundo enfoque, durante a Segunda Guerra Mundial, a partir de 1939, o governo Nazista tinha aversão por homossexuais e Judeus, gerando milhares de mortes. Nesse sentido, fica evidente que o preconceito contribui para a exclusão. A princípio, os imigrantes chegam ao Brasil com intuito de ter melhores condições de vida, em virtude da miséria, perseguições religiosas ou guerras no país de origem, porém ainda é surpreendido pelo desprezo, especialmente pelo medo da ocupação dos postos de trabalho dos nativos. Logo, é preciso que essa situação seja amenizada, a fim de mudar o percurso do problema.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Justiça crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por representantes do trabalho, para que seja imposta uma lei que abriga parte dos imigrantes, especialmente aqueles que necessitam de ajuda, a fim de impedir que o sentimento xenofóbico se instale na sociedade. Além disso, cabe ao projeto garantir o respeito entre as diferenças, caso contrario seja estabelecido medidas sérias, como multa e até dois anos de prisão. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.