A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 20/08/2021
No reality show “Big Brother Brasil”, a participante Juliette Freire foi alvo de diversos comentários xenofóbicos, pois os demais participantes afirmavam que a mesma não era educada, e falava muito alto. A xenofobia está presente em todos os lugares, principalmente no Brasil, país em que esse preconceito foi exibido em um programa de entretenimento. Isso ocorre tanto pela falta de atitude do Governo, quanto pelo pensamento retrógrado da sociedade.
É necessário analisar, a priori, a ausência de posicionamento do Governo como um entrave alarmante para a resolução do problema. Segundo o médium Chico Xavier, “A omissão de quem pode e não auxilia o povo é comparado a um crime que se pratica contra toda sociedade”. Ou seja, o Governo poderia amparar as vítimas de xenofobia por diversos meios, porém a falta de interesse do Estado acaba prejudicando esses cidadãos. Nesse sentido, é inadmissível que ainda ocorra tamanho empecilho em pleno terceiro milênio.
Cabe ressaltar, outrossim, que mais um fator responsável pela persistência do problema é o pensamento regressista da sociedade. De acordo com a Constituição Federal, lei suprema e fundamental, promulgada em 1988, “É dever do Estado garantir o bem estar coletivo, sem preconceito de origem, cor, raça, sexo, idade, ou qualquer outro tipo de discriminação”. Porém, entre 2014 e 2015, as denúncias de xenofobia aumentaram 50%, conforme dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos, ferindo totalmente a lei nacional. Sendo assim, é de suma importância que medidas sejam tomadas para que tal problemática não continue a se perpetuar na sociedade.
Infere-se, portanto, que a xenofobia representa um desafio muito presente no Brasil, e precisa ser enfrentado de maneira mais organizada. Em síntese, cabe ao Ministério da Educação promover debates e palestras sobre o tema, abordando as consequências psicológicas causadas devido à esse tipo de discriminação, por intermédio das mídias sociais e redes de ensino públicas e privadas, a fim de conscientizar a população sobre os impactos negativos desse preconceito. Dessarte, os problemas serão amenizados, todos os cidadãos poderão usufruir de seus direitos, e o caso de Juliette Freire não irá se repetir.