A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 23/08/2021

Durante o segundo Reich, Hitler utilizou a vulnerabilidade socioeconômica da Alemanha para culpar os estrangeiros pelo desemprego, violência e demais problemas enfrentados no pós-guerra. Tais discursos xenofóbicos criaram um ambiente ideal para o antissemitismo e, consequente, horror do holocausto judeu. No contexto brasileiro,  os ataques xenofóbicos são direcionados aos nordestinos  que devido a sua história de migração enfrentam o preconceito influenciado não só pela competição existente entre os indivíduos, mas também pelo temperamento cordial do brasileiro.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar o cenário histórico que fomentou a xenofibia contra nordestinos. Sob tal ótica, pontua-se que durante o século XIX, a maior parte da população vivia em áreas rurais. Logo, os nordestinos dependiam da agropecuária familiar para subsistência, contudo, as situações climáticas da área semiárida não propocionavam condições de moradia adequadas, fator que, por conseguinte, impulsionou a migração para o sudeste -polo industrial brasileiro-. Com base nisso, a chegada desses indivíduos aos centros urbanos incentivam o clima de disputa simbólica, segundo Pierre Bordieu esse tipo de competição ocorre pelo poder, isto é, pelos signos que representam status social, como por exemplo, uma vaga trabalho. Portanto,  para mitigar esse preconceito é imprescindível combater esse tipo de sentimento estabalecido na esfera social.

Além disso, vale ressaltar que a precária inteligência emocional que alguns cidadãos apresentam é outro motivo que corrobora para persistência da xenofobia. De acordo com o sociólogo Sergio Buarque de Holanda os costumes cordiais dos brasileiros escondem indivíduos que tornam-se violentos em situação de vulnerabilidade. Nesse sentido, um título de exemplo capaz de ilustrar tal afirmação é o caso do Big Brother Brasil, em 2021 Juliette Freire era subjulgada pelos outros participantes que criticam seu sotaque e suas girías regionais, com a intenção de enfraquecer a ameaça de vitória que personalidade forte da advogada da representava.

Dessa forma, ações são necessárias a fim de mitigar esse preconceito. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação criar uma feira de combate a xenofobia no Brasil, ela deve acontecer nas escolas e ser aberta à todo público. Essa medida pode ser concretizada por meio da contratação de professores de sociologia e história que explicarão a trajetória e valor do povo nordestino na construção do país. Outrossim, é essencial que esses docentes elaborem atividades capazes de despertar o sentimento de solidariedade aos refugiados -pessoas que são obrigadas a deixar sua região ou país devido a mudanças climáticas, guerras e outros fatores-. Espera-se com essa medida que situações de extremismo xenofóbico como os da alemanha nazista fiquem no passado.