A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 05/11/2021

Durante o Nazismo foi utilizado o discurso de que os alemães eram uma raça superior e por isso era necessário eliminar as demais raças. Hoje ainda existe esse sentimento de etnocentrismo por parte de alguns países, que não aceitam as diferenças de outros povos e discriminam os imigrantes. Algumas políticas de proteção aos refugiados foram criadas, no entanto a xenofobia ainda é algo recorrente no século XXI. Visto que eles passaram por situações difíceis em seus países de origem, deve-se acolher esses imigrantes e não torná-los alvos de preconceito.

Em primeiro lugar, é importante destacar que as políticas de apoio aos refugiados não são suficientes. Após a Segunda Guerra Mundial, a ONU criou o Estatuto dos Refugiados com o objetivo de não repetir o episódio do Nazismo. Nele consta que nenhum país deve negar abrigo a quem migrou em busca de sobrevivência. No entanto, percebe-se que essas medidas não são suficientes, visto que os países aceitam esses imigrantes por obrigação, o que faz com que a xenofobia aumente, afetando diretamente as condições de vida desse refugiado.

Além disso, vale ressaltar, que a xenofobia contribui ainda mais para a desigualdade social. Esse preconceito ocorre, principalmente pelo etnocentrismo, que é a visão de que a cultura e os hábitos de um país são superiores aos demais. Desta forma, percebe-se que há uma dificuldade de aceitar os costumes de outros povos, e esse pensamento pode implicar em agressões físicas ou morais. Esta última está ligada a discursos como “muçulmanos são terroristas”, por exemplo. Em consequência disso, muitas vezes os refugiados não conseguem um emprego, o que impedirá que consigam os mecanismos básicos para a sobrevivência, como moradia e alimento.

Portanto, percebe-se que há a necessidade de criar ainda mais medidas protetivas aos refugiados. Os países, por incentivo da ONU, devem criar leis de proteção aos refugiados, para que as pessoas que praticarem xenofobia sejam punidas. As ONGs devem promover abrigos para estes imigrantes, fazendo parcerias com empresas locais, para, desta forma, proporcionar-lhes moradia, alimento e emprego. Além disso, as escolas devem promover palestras com refugiados para que estes relatem sua vida antes de migrarem, a fim de conscientizar os alunos. Essas medidas contribuirão para que os refugiados não sofram ainda mais após a migração.