A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 23/09/2022

O mito do brasileiro cordial teve origem na obra “Raízes do Brasil” do historiador Sérgio Buarque de Holanda. Segundo essa narrativa, o país teria uma população pacata e cordial. No entanto, a realidade brasileira mostra-se menos receptiva a algumas etnias, raças ou povos, isto é, há uma seletividade nesse processo de acolhimento devido, principalmente, à prática de xenofobia que tem um caráter racista e, consequemente, impede o desenvolvimento social da nação.

Nesse viés, a história do Brasil se confunde com as diversas problemáticas advindas dos atos de xenofobia. Por exemplo, no início do século XX, o governo brasileiro incentivou a imigração italiana e alemã com o intuito de branquear a população, em conformidade o racismo científico de expoente Nina Rodrigues. Esse quadro reflete no contexto atual, uma vez que, a imigração branca é desejada e a imigração negra é vista como um problema social. Esta não é prioridade do Estado e da sociedade civil, o que contraria o imaginário social de cordialidade do povo brasileiro, por exemplo, os haitianos e venezuelanos, são excluídos de políticas públicas e, diante disso, explorados de diversas formas, como por meio do trabalho análogo a escravidão. Assim, a xenofobia determina quais imigrantes serão aceitos pelos brasileiros, visto que baseiam o acolhimento a partir da raça.

Ademais, a prática da xenofobia também é capaz de impedir o desenvolvimento social da nação. Haja vista que a xenofobia é uma aversão ao diferente, a outras culturas e raças, desse modo, intensifcam ideias ultranacionalistas na nação, o que dificulta a convivência harmônia entre grupos diversos no meio social. Uma expemplificação dessa conjuntura ocorreu, em 2013, com a criação do programa Mais Médicos que tinha o objetivo de ampliar o acesso à saúde de qualidade para

Portanto, são notórios os elementos que causam e as consequências da xenofobia. Para mitigar essa problemática, cabe ao Ministério da Educação ampliar os cursos e palestras oferecidos aos professores de educação básica e média, por meio de parcerias com universidades federais. Isso teria a finalidade de capacitar esses educadores para que transmitam o conhecimento anti xenófobo aos alunos nas instituições de ensino. Por fim, esses jovens teriam maior senso crítico e propagariam a real ideia de inclusão, diferentemente, do mito da cordialidade.