A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 15/06/2023

Para Sartre, cabe ao ser humano escolher suas ações, pois é livre e responsável. Porém, a ação humana tem se mostrado irresponsável quanto à questão da xenofobia no Brasil, que afeta imigrantes brasileiros e estrangeiros. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da ineficiência governamental e a lacuna educacional.

Nessa perspectiva, pode-se apontar como um fator determinante a ineficiência governamental. Para Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à questão de xenofobia no Brasil, visto que muitas vezes o Ministério Público - órgão estatal que age na proteção daqueles que não têm condições de se defender - não atua efetivamente na proteção dessas vítimas, sendo as denúncias sendo dificilmente levadas a punição dos xenofóbicos. Assim, para que o bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia que se encontra.

Além disso, a lacuna educacional é um entrave no que tange ao problema. Para Kant, o homem resulta da educação que teve. Tal perspectiva, aponta para a lacuna educacional na educação sobre xenofobia no Brasil, visto que campanhas educacionais sobre xenofobia é negligenciada pelos órgãos de educação, deixando lacuna para a desenformação e o preconceito na sociedade como, por exemplo, a xenofobia sofrida pelas pessoas de origem árabe alegando que são terroristas. Assim, para que o homem melhore nessa questão, é preciso repensar a educação que o forma.

Portanto, nota-se um problema que carece de uma intervenção. Para isso, o governo deve criar uma agenda específica para a xenofobia no Brasil, por meio de organização de fundos e projetos no Ministério Público, a fim de reverter a inércia estatal no que tange as vítimas de xenofobia e suas denúncias. Tal ação pode, ainda, conter consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, deve-se intervir também na lacuna educacional por meio de campanhas, promovidas pelo Ministério da Educação. Assim, o Brasil poderá exercer a responsabilidade defendida por Sartre.