A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 02/04/2024

De acordo com o filósofo francês Jacques Rousseau, “ O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”. Nesse contexto, percebe-se que a afirmação se consolida na atual realidade brasileira. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos impulsos migratórios e o etnocentrismo, que alimentam tal impasse na sociedade contemporânea.

À vista disso, urge destacar, os movimentos migratórios por razões econômicas ou sociais provocando a repulsão dos emigrantes como principal agravante desse quadro. Nesse viés, cabe rememorar o filme brasileiro “ Era o Hotel Cambridge” dirigido pela Eliane Caffé, retratando histórias pessoais dos personagens como os refugiados sírios e sua luta pelo preconceito e pela busca do pertencimento. Relacionando, desse modo, a situação de habitação e exclusão de estrangeiros em países alheios. Sob uma ótica, expressiva parcela da população é vítima desse agravador.

Em uma segunda análise, é fundamental apontar o pensamento de superioridade as outras culturas como fator que também alimenta o cenário. Segundo pesquisas realizadas pela Safernet, a xenofobia teve aumento de 874% entre os anos de 2021 e 2022, contendo cerca de 10.683 denúncias. Associando, dessa maneira, o crescimento do prejulgamento e da hostilidade às pessoas residindo em países não pertencentes a sua natalidade. Logo, se esse empecimento persistir, os não nativos em terras brasileiras irão enfrentar um de seus maiores desafios.

Depreende-se, portanto, da necessidade de superar esses obstáculos. Para isso, torna-se imprescindível a presença e atuação do Governo Federal, que invista em educação e em projetos de acessibilidade para que por meio de campanhas sociais efeituadas em escolas ou locais públicos, possam alastrar essas informações e ser possível a conscientização de todos sobre esse panorama. Tendo assim, uma federação próspera e prezada.