A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 31/03/2024

A série “Transplant”, mostra a vida de um médico sírio, o qual, imigrou para os Estados Unidos com a intenção de fugir da guerra em seu país. Entretanto, quando consegue se reestabelecer em sua profissão, no novo lar, sofre discriminação e muitos duvidam de suas capacidades proficionais. Esse cenário, também pode ser visto no Brasil, com diverços estrangeiros refugiados, que sofrem xenofobia. Essa questão decorre, devido ao país ter uma histórica intolerância racial, que dificulta a aceitação de novas etnias, e em razão da falta de atenção promovida à essas pessoas, as quais são vítimas do patriotismo.

Nessa perspectiva, destaca-se a histórica característica brasileira de se sentir superior racialmente. Exemplificando, no Brasil, no século XVIII, no periodo dos imigrantes, dentre eles, italianos, poloneses e alemães, vários sofreram exploração de sua mão de obra, além de preconceitos culturais e linguísticos. Dessa forma, é perceptível que na nação brasileira, a xenofobia têm uma raiz histórica-social, que estão presentes fortemente na cultura do país. Logo, se não hoverem esforços para desconstruir essa realidade que é presente contemporaneamente, o preconceito com os estrangeiros se manterá.

Ademais, além das raizes do pasado, também é importante dissertar sobre a invisibilização que as autoridades dão ao problema. Isso ocorre, pois, para a antropóloga, Lilia Schwarcz, determinados problemas tendem a ser suavizados e não recebem a devida importância, caracterizando, assim, a “Política de Eufemismo no Brasil” . Sobre esse aspecto, dados divulgados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, em 2015, revelam que foram denunciados 285 casos a mais que no ano anterior, e deses nem um for resolvido. Dessa maneira, é notável a pouca atuação do Estado para solucionar o número de casos.

Faz-se, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar a xenofobia no Brasil. Para isso, o Ministério dos Direitos Humanos, junto da pólicia de cada estado, reduzira o número de casos do preconceito. Isso será feito por meio da criação da campanha “Também sou humano”, que vai identificar e solucionar os casos, usando uma equipe e um espaço especializado no asunto. Isso será feito com a finalidade de diminuir os casos de xenofobia na delegação brasileira.