A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 02/04/2024

Na antiga Roma, todos os povos advindos de outras localidades da Europa eram chamados de bárbaros, esse termo era utilizado como um estereótipo designado a grupos considerados pouco desenvolvidos ou pouco avançados pelos romanos, resultando em diversas guerras e conflitos entre as etnias. Na contemporaneidade, esses conflitos não ocorrem mais, porém o estigma social da segregação de estrangeiros persiste até os dias atuais, em maior parte devido aos preconceitos ainda existentes na sociedade e à falta de preocupação do Estado com a questão.

Incontestavelmente, o Brasil é um país formado por inúmeras culturas. Apesar disso, no território nacional e no mundo, diversos casos de repúdio a povos diferentes ocorrem de forma constante. Isso está diretamente ligado à visão estereotipada que muitos possuem, como no caso de Mohamed Ali, um refugiado sírio residente no Brasil há três anos, que foi hostilizado e agredido verbalmente em Copacabana, região nobre do Rio de Janeiro. Foram desferidas diversas ofensas ao homem, chegando a chamá-lo de “homens-bomba, que matam crianças”.

Consoante a isso, o governo nacional não executa as medidas adequadas para lidar com essa manifestação de ódio, o que se reflete no poder judiciário, onde quase não há registros de denúncias que prosseguiram ou de xenófobos punidos. Além disso, grande parte dos refugiados residentes no Brasil chega ao país sem quaisquer bens materiais, sem emprego e muitas vezes sem sequer falar a língua nativa, o que dificulta muito a inserção destes no mercado de trabalho. Outrossim, muitos desconhecem que a xenofobia é crime desde 1997, e não sabem quando nem de que forma podem reagir ao sofrer uma repressão dessa categoria.

Assim, a partir da identificação das diversas consequências negativas da xenofobia, é notável que medidas necessitam ser tomadas para dar fim a essa problemática. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve intensificar as campanhas de sensibilização e informação contra a xenofobia, o preconceito e a intolerância a imigrantes por meio do apoio de voluntários e aumento do capital investido. Dessa forma, o Brasil caminhará para um caminho mais próspero e de união nacional, onde o respeito com o próximo será sempre prioridade.