A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 19/08/2024

O Art. 3º da Constituição Federal de 1988 tornou responsabilidade do Estado atuar para promover o bem comum à nação,sem excluir nenhum indivíduo.Sob essa ótica, percebe-se a importância de desenvovler meios para combater a xenofobia no Brasil, dado que esta fomenta exclusão e prejudica o país. Diante disso, explicita-se a premência da intervenção estatal na temática.

Nesse contexto, esse preconceito fomenta exclusão social. A sociedade consiste, segundo “O contrato social” -de Rousseau-, em uma reunião de seres socialmente iguais,isto é,equivalentes em direitos e deveres. Sob a ótica dessa discriminação, no entanto,pessoas com distintas práticas ou origens socioculturais são vistas como inferiores.Observa-se tal fenômeno,por exemplo,no livro “100 anos de solidão”,pois nele a família do protagonista, apesar de abastada, é, por ser latino-americana, desvalorizada. Logo, a xenofobia, por inferiorizar os afetados, impede que estes sejam reconhecidos como iguais e, consequentemente, dificulta a inclusão destes no corpo social. Ou seja, tal mazela segrega da sociedade partes da população.

Ademais, a persistência desse entrave é prejudicial à coletividade. O jornalista Gilberto Dimenstein, em “O cidadão de papel”, defende que a marginalidade gera violência. A xenofobia, ao segregar e estigmatizar os afligidos, marginaliza-os, uma vez que a exclusão social dificulta o acesso a direitos básicos, porquanto essas garantias são asseguradas à sociedade, da qual, infelizmente, não participam. Dessa forma, essa discriminação, ao marginalizar parte dos cidadãos, hostiliza a nação, tornando, assim, o país inseguro e desfavorável à convivência pacífica.

Diante do exposto, evidencia-se a nocividade ao Brasil da continuidade da xenofobia. Urge, portanto, que o governo federal promova campanhas de educativas que visem extinguir esse vil preconceito. Deverá disseminá-las por meio de redes sociais - como o Facebook e Instagram - e da televisão, com o fito de mitigar a xenofobia, desincentivando, desse modo, sua persistência. Concomitantemente a isso, precisará desenvolver projetos que favoreçam a inclusão na sociedade das vítimas desse prejulgamento. Feito isso, concretizar-se-á a Carta Magna vigente, haja vista que , ao eliminar esse preconceito, promover-se-á a inclusão social, democratizando, por conseguinte, o bem comum.