A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 30/03/2018
Durante a República Oligárquica, em 1894, o Brasil era marcado pelo poderio dos estados da região Sudeste sobre as demais, o que acarretou no preconceito alastrado para com as regiões norte e nordeste principalmente. Dessa forma, pode-se ratificar que a xenofobia significa um retrocesso para o país, visto que, além de não contribuir para a realização do ser, também seria responsável pelo não desenvolvimento social e econômico dos territórios classificados como inferiores ao restante.
Primeiramente, deve-se salientar que quem sofre xenofobia torna-se impossibilitado de autorrealizar-se.
Sob essa ótica o humanista e psicologo Abraham Maslow afirma que as necessidades humanas são dividas em uma piramide hierárquica. Segundo ele, a indispensabilidade de pertencimento a um tecido social harmônico é essencial para a autorrealização do ser. Sendo assim, ao ter sua integridade destruída, o individuo não completará esse ciclo e consequentemente terá grande probabilidade de afastar-se da sociedade.
Além disso, é preciso inferir que o processo de desenvolvimento econômico de algumas regiões localizam-se a um patamar elevado, devido ao poder e status social localizados nas regiões brasileiras mais industrializadas, por exemplo, Sul e Sudeste. Com isso, caso o preconceito referente ao esteriótipo e o não investimento nas áreas esquecidas seja aplicado, a segregação e o subdesenvolvimento permanecerá visível no país.
Diante dos argumentos supracitados, é evidente que a xenofobia é um impasse para todos. Desse modo, o Ministério da Educação, por meio das escolas, devem implantar exposições culturais, a fim de enaltecer todo território brasileiro, para que os alunos possam aprender sobre os recursos e benefícios fornecidos por essas regiões. Ademais, é papel da família, por meio da educação, desmitificar as visões conturbadas sobre o modo de vida de outras culturas, com intuito de mitigar inferiorização desses.