A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 05/04/2018
O termo xenofobia significa medo, aversão ou antipatia em relação aos estrangeiros. Essa palavra tem aparecido nas redes sociais na campanha do Governo #XenofobiaNãoCombina, a qual tem o intuito de combater a xenofobia. Entretanto, apenas esta campanha de conscientização é insuficiente para combater a problemática, uma vez que o número de casos xenofóbicos tem aumentado em 633%. Tal fato ocorre, pois, há falta de conhecimento étnico-religioso por parte da sociedade brasileira e os nativistas não são punidos.
Nesse contexto, é importante diferenciar os vocábulos Árabe e Muçulmano. Assim sendo, o primeiro designa a etnia de um individuo, enquanto o segundo refere-se a religião a qual ele pertence, que no caso é a Islâmica. Desta forma, é possível existir um árabe cristão. Esta falta de conhecimento acarreta receio da população , devido ao diversos ataques terrorista pelo mundo afora. Portanto, é imprescindível a disseminação de informações sobre a cultura dos refugiados que residem no Brasil, dado que, só assim, o cidadão brasileiro não confundira muçulmano com ‘‘homem bomba’’.
Nessa conjuntura, cunhar o expatriado vindo do oriente médio com o termo pejorativo “homem bomba” enquadra-se no crime de xenofobia. A obediência a essa lei, entretanto, esta distante de ser cumprida, visto que, quase não há casos em que os agressores foram penalizados, segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Esta sensação de impunidade, isto posto, permite o despontamento de outros ofensores. É necessário, por conseguinte, o cumprimento da lei 9.459 contra a xenofobia e aplicação de severos corretivos aos ofendedores.
É fundamental, destarte, condutas para semear a cultura dos refugiados, aplicar a lei e repreender os nacionalistas, posto que fere os emigrados e contradiz com a característica receptiva do brasileiro. Além disso, cabe ao Ministério da Educação a criação de programas e conteúdos audiovisuais com intento de difundir a cultura e os costumes dos desterrados e explicar os motivos de eles terem vindo para o Brasil, por meio de jornais, revistas em quadrinhos ou novelas. Ademais, a parceria da Secretaria Especial de Direitos Humanos com o Ministério da Justiça é insubstituível, pois o primeiro órgão encarrega-se da coleta de denuncias, enquanto o segundo, por meio da polícia, vai em busca dos xenofóbicos e aplica a lei contra a xenofobia e ministra castigos como, serviços comunitários à população estrangeira, com o desígnio de demonstrar que todos somos cidadãos do mundo. À vista disso, haverá um Brasil consciente dos problemas globais e suas consequências.