A questão do aborto no Brasil

Enviada em 12/10/2018

As mulheres desde a primeira fase do feminismo lutam por seus direitos, igualmente ao homem em todos os âmbitos. De acordo com Simone de Beuavoir : “A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si, mas relativamente a ele: ela não é considerada um ser autônomo”. Sendo assim  a vontade das mulheres é muitas vezes ignoradas, principalmente por homens, sem direito a escolher ao tipo de parto, se vai ter ou não o filho.

A princípio, as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, teoricamente, mas quando por um incidente está engravida e não tem condições de criar a criança seja por condições financeiras, seja por falta de apoio paterno ou seja por convicção pessoal  é descriminada e vista como criminosa e assassina . Segundo Einstein se os homens engravidassem o aborto seria legalizado, ou seja, o aborto deve ser tratado como saúde pública e não como crime já que o aborto é criminalizado devido a um pensamento machista e retrógrado.

Ademais, uma matéria publicada na revista Escola, as mulheres são 65% das pessoas que procuram atendimento médico, seja como acompanhante, seja como paciente, apesar disso o atendimento a essas pessoas são negligenciados, em maior números na hora do parto, sem poder escolher o tipo de parto, geralmente, o médico decide pela cesária por ser mais rápido e melhor para ele. No entanto, para as mulheres a recuperação é mais demorada e perigosa, além de não acompanhar o momento muito importante para o bebê e sua mãe.

Diante do acima exposto, conclui-se a saúde feminina é dever está em primeiro lugar na hora da elaboração das leis.É função do Governo  Federal criar centros de ajuda, atenção e assessoria nas comunidades, que impulsionem a resolução efetiva dos conflitos mediante uma política de ajudas sociais para a mulher, especialmente em casos de gravidez indesejada por meio da abordagem de programas específicos de ajuda à adolescente grávida para enfrentar os problemas particulares que este grupo especialmente vulnerável pode ter.É relevante ainda, que o Poder Legislativo descriminalize o aborto.