A questão do aborto no Brasil

Enviada em 12/10/2018

No Brasil, o aborto é uma questão polêmica, e suas polarizações estão ligadas à religiosidade ou ao anti-conservadorismo. Com isso, teorias e estudos tentam explicar que o aborto realmente é um assassinato, todavia a realidade é que as mulheres optam ou são obrigadas a realizar o aborto clandestino, em que, apesar de ser proibido por lei, não é difícil encontrar quem realiza esse “serviço” ilegalmente.

Outrossim, a tecnologia atual permite identificar os momentos de formação dos fetos, e há quem diga que o primeiro mês de gestação, em que é formado o embrião, seria assassinato já prosseguir um aborto, ou que seja desde o segundo mês, em que seriam formados órgãos vitais, como: coração, pulmões, e estômago. Apesar disso, a cultura judaica, por exemplo, considera a vida a partir do nascimento do bebê. Por conseguinte, o Brasil é um estado laico, ou seja, religiões não deveriam ser superiores às necessidades da sociedade.

Nesse sentido, vale ressaltar algumas consequências da criminalização do aborto, quando em subúrbios, as chances aumentam da criança ser criada em más condições, sem presença dos pais, que viva tangenciando o crime e até que participe dele. O mais é que, o Ministério da Saúde levantou que cerca de 1 milhão de mulheres ou até garotas fizeram uso de interrupções de gravidez voluntárias por ano, entre 2008 e 2017. Isto é, tornar o aborto ilegal não impede a prática, apenas guia a população feminina à possíveis “açougueiros” que se auto-intitulam “parteiros”.

Em suma, o aborto legalizado em países desenvolvidos são um dos procedimentos mais seguros existentes. Portanto, o Poder Legislativo deve revogar a criminalização do aborto, além de que o Ministério da Saúde deve receber mais verbas do estado para intensificar os atendimentos, visto que a interrupção de gravidez já é um procedimento existente no sistema de saúde, utilizado em casos específicos. Apesar disso, o uso de preservativos é totalmente recomendado, tanto para controlar a gravidez quanto para evitar doenças, e seu acesso é gratuito em postos de saúde.