A questão do aborto no Brasil
Enviada em 20/10/2018
O Brasil, hodierno, adota o aborto como ilegal exceto se há risco para a mãe e em casos de estupro. No entanto, essa temática deve ser mais discutida e ser legalizado, uma vez que se trata de uma questão de saúde pública. Pois, segundo a Super Abril, cerca de 47 mil mulheres morrem por ano devido a complicações decorrentes do procedimento.
Nesse viés, é indubitável que o diálogo sobre o aborto é pouco direcionado para as escolhas da mulher sobre manter ou interromper uma gestação. Exemplo disso está no documentário de 2014 “Clandestinas”, o qual mostra relatos de mulheres que não querem manter a gravidez e abortaram por diversos motivos, como por questões financeiras, por insegurança ou por estarem solteiras. Destarte, essas mulheres não têm suporte para realizar o procedimento e acabam buscando métodos clandestinos, de forma que as mais pobres acabam em lugares mais insalubres com grandes chances de infecção e até risco de vida.
Ainda nessa perspectiva, mesmo sendo proibido o aborto e independentemente dos métodos, as mulheres realizam o procedimento. Segundo a Pesquisa Nacional de Aborto, em 2015, 417 mil mulheres na área urbana interromperam a gravidez. Assim, se houvesse a legalização do aborto, seriam criados regras e regulamentos para que a forma de interromper a gravidez fosse segura. Isso só ajudaria na prevenção dos casos de mortes por complicações do procedimento e daria apoio psicológico e emocional.
É importante, portanto, debater mais sobre o assunto na sociedade, mostrando o grande problema de saúde pública, envolvido na questão do aborto no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve implantar oficinas nas escolas semestralmente, elucidando os métodos preventivos da gravidez para elucidar a importância da prevenção para os alunos. Outrossim, o poder Legislativo deve legalizar o aborto para amparar as milhares de mulheres que já realizam o procedimento e evitar, desse modo, mais mortes a cada ano.