A questão do aborto no Brasil
Enviada em 21/10/2018
Desde os processos denominados revolução industrial e a ascensão do capitalismo, o mundo vem, demasiadamente, priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Nesse sentido, no Brasil, é notório que as discussões em relação aos casos de aborto cresceram nos últimos anos, devido ao aumento no número de mortes de mulheres, por causa de procedimentos clandestinos, além da falta da presença do Governo com políticas e assistências públicas- o que evidencia uma crise social.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causa do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de informações, acompanhamentos e recursos do governo contribui para que o número de mortes de mulheres cresçam. Isso porque o governo não tem políticas de educação sexual eficientes para que as vítimas tenham consciência das consequências causadas pelos procedimentos clandestinos. Basta refletir em relação a uma pesquisa feita pelo G1, no qual cerca de 200 mulheres morrem por ano pelo fato de se submeterem a procedimentos abortivos.
Outrossim, destaca-se o Governo como impulsionador do problema. Segundo Gabriel Garcia Marquez, autor colombiano que escreveu uma obra cujo título se tornou uma expressão conhecida “Crônica de uma morte anunciada”, sintetiza a ideia de que a inércia gera tragédias. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o tema aborto pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, o número de casos de abortos não param de crescer, por conta da falta da presença do Governo, a fim de resolver esse problema. Vale lembrar que não é só as interrupções clandestinos que trazem consequências, aqueles que são legalizados também, isso porque a maiorias das vítimas não obtém informações suficientes para fazer uma escolha, além de elas não obter um atendimento pós-aborto, o que trará problemas psicológicos e físicos. Basta refletir em relação a uma pesquisa feita pela UOL, no qual dizia que o aumento dos suicídios e depressões vem de mulheres que realizaram aborto.
É evidente, portanto , que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Saúde deve orientar as pessoas sobre os riscos de aborto, por meio de palestras e propagandas de publicidade nos meios de comunicação, a fim delas terem consciências dos riscos desse procedimento. Logo, o Governo deve reforçar em todos os postos de saúde e hospitais políticas públicas de proteção e acompanhamento da mulher, para que ela tenha acesso aos recursos e acompanhamentos na sua decisão de abortar ou não.