A questão do aborto no Brasil
Enviada em 23/10/2018
Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas, é característica da “modernidade líquida’’, vivenciada durante o século XX. Analisando o pensamento do sociólogo, essa realidade imediata perpetua-se com a questão do aborto no Brasil, e em detrimento das divergências ocasionadas por esse caso.
Primeiramente, sabe-se que, de acordo com a Constituição Federal, o aborto só é permitido se houver risco de vida à mulher, feto anencefálico e estupro. No entanto, na sociedade brasileira, muitas mulheres recorrem a essa prática ilegal, fato ocasionado por recorrências de gravidez indesejada, bem como, a ausência de uma vida estabilizada financeiramente para cuidar e manter um indivíduo, dessa forma vêem no aborto uma solução para não criar um descendente com descuido e despreparo.
Em contrapartida, de acordo com os escritores da igreja, como São Cipriano e Gregório, defendiam que a extirpação do feto era sempre considerado homicídio. Destarte, é notório que diversas mulheres são contra a esse exercício do aborto por questões religiosas, e assim mantêm o ser vivo dentro de si, por mais que o mesmo tenha sido indesejado, ou não tenha recursos suficientes para mantê-lo, e o cria na certeza de não ter cometido um erro contra a sua religião.
Dessa maneira, é indispensável que medidas precisam ser esboçadas para resolver o impasse. Portanto, o Governo junto a Mídia deve realizar propagandas televisivas, já que possui uma grande influência social, de forma que alertem o público-alvo sobre a gravidez indesejada, e atentem para as formas de preveni-lá, e então diminuir esse acaso, e consequentemente os casos de aborto. Ademas, a Presidência junto ao MEC deve propôr um maior âmbito de ensino educacional, de forma que expanda as instituições e impulsione o interesse nas pessoas, a fim de melhorar a situação financeira de muitas femininas através do ensino, e então garantir a ascensão social e o sustento para criar seus filhos.