A questão do aborto no Brasil
Enviada em 03/11/2018
No século XX, ocorreu à Segunda Guerra Mundial e por sua causa o pa-pel da mulher se tornou mais atuante na sociedade, já que com ida dos ho-mens para à guerra sua presença se tornou necessária para suprir à falta de mão de obra. Entretanto, até os dias atuais são portos limites acerca do quanto à mulher pode decidir sobre sua vida, corpo e saúde.
Em primeira análise, segundo a Pesquisa Nacional de Aborto realizada no Brasil, 503 mil mulheres interromperam a gravidez ilegalmente em 2015. Esse dado demonstra, que um tema tão polêmico como o aborto, está pre-sente na vida de milhares de mulheres, no país. Inclusive, a pesquisa reve-la que o nível de escolaridade, condição econômica e religião não interfe-rem na decisão de encerrar a gestação. Percebe-se, então, que o aborto não é um dilema que só afeta mulheres por questões financeiras e sociais e sim que é uma, escolha pessoal, que só depende da mulher.
Além disso, a OMS estima que todos os anos no mundo, morram 47 mil mulheres, por causa de problemas causados pelo aborto clandestino. Des-se modo, muitas grávidas arriscam suas vidas quando optam por essa prá-tica, já que no país o aborto é considerado ilegal. Esse fato diferencia-se de outros países, como Estados Unidos, Espanha e França, onde o aborto é legalizado e a mulher possui recursos para interromper a gravidez.
Nota-se, portanto, que a legalização do aborto precisar ser debatida e a-valiada com urgência, já que milhares de mulheres arriscam suas vidas to-dos os anos recorrendo a meios ilegais. Por esse motivo, é necessário que os Ministérios da Saúde e dos Direitos Humanos realizem uma pesquisa nacional sobre a legalização do aborto, consultando, principalmente, às mulheres. A pesquisa deve ser feita através de questionários aplicados por, agentes do estado, e também disponibilizada em uma pagina criada, espe-cialmente, para à pesquisa e que contenha dados estáticos, depoimentos de profissionais da saúde e instituições contra e a favor da legalização do aborto. Para que, assim, o Governo tome a decisão que melhor beneficie às mulheres do país.