A questão do aborto no Brasil
Enviada em 29/10/2018
Aborto é a interrupção da gravidez por meio da remoção do embrião ou do feto antes de apresentar capacidade de viver fora do útero, que pode ser espontâneo ou induzido. Atualmente, no Brasil, o aborto induzido é crime, salvante os casos em que a gestação gera risco de vida à mãe e a gravidez advinda de um estupro. A descriminalização do aborto torna-se distante devido a cultura machista e a falha da laicidade do Estado.
O aborto é uma questão diretamente ligada as mulheres, porém é uma questão julgada por órgãos compostos, majoritariamente, por homens, o que dificulta sua descriminalização. Como mostrado por pesquisas feitas pela revista Época, o aborto atinge mulheres de todas as classes econômicas e religião. Porém os óbitos de mulheres pelo aborto é maior entre as mulheres de classes mais baixas. Esses dados revelam que as mais prejudicadas com o interrupção da gravidez ilegal são as mais carentes, pois buscam meios mais perigosos a sua saúde devido as poucas condições. Enquanto, as mais abastadas tem condições de buscarem meios mais seguros. Além disso é observado em tais pesquisas, que os países subdesenvolvidos e emergente que ainda mantém o aborto como crime. Logo, o aborto não é uma questão da morte de um novo ser vivo, mas de um ser vivo já existente.
O Brasil é a maior nação católica do mundo, porém é um Estado, teoricamente, laico, que sofre influência da religião em algumas questões, como o aborto. Como descrito no programa Quebrando o Tabu do canal GNT sobre aborto, países influenciados pela religião, normalmente, tem baixo índice do desenvolvimento humano, devido a empecilhos colocados pela entidade atuante. Na questão do aborto, a religião é totalmente contra, pois acreditam que é uma forma de homicídio de uma mãe ao seu filho. Muitos são favoráveis a adoção, já que a mulher não quer um filho, porém o sistema adotivo do país tem problemas em seu processo. Logo, a laicidade do Estado não é cumprida, assim é afetado diretamente questões que promoveriam o desenvolvimento de uma nação, como na legalização do aborto.
Portanto, o machismo e a grande influência da religião no Estado são desafios para autorização de um aborto legal. Para amenizar a influência masculina sobre tal decisão, deveria ser feito, pelo Supremo Tribunal Federal, uma bancada feminina para essa discussão, com mulheres de diferentes classes e profissões, direcionado ao aborto e outras decisões referentes a saúde feminina. Além disso, pode diminuir a influência da bancada evangélica, em questões relacionadas a mulher, também com apoio do Supremo, assim buscariam a maior laicidade do Estado. O aborto não é contra a vida, mas a favor da vida e da qualidade de tal.