A questão do aborto no Brasil

Enviada em 30/10/2018

Em busca do bem-estar social

Albert Einstein profere que os obstáculos e as dificuldades são fontes valiosas de saúde e força para qualquer sociedade. Porém, o que ocorre com a questão do aborto no Brasil é que as intempéries são imensamente maiores que o auxílio para superá-las. Dessa forma, o cenário torna-se desafiador, seja pelo número de abortos clandestinos, seja pela lenta mudança da mentalidade social.

Mormente, ao analisar sob um prisma estritamente social, é notório que o número elevado de abortos ilegais potencializa a problemática. Sob tal ótica, a obra O Grito de Edvard Munch expressa a angústia e o desespero existencial. Nessa perspectiva, tais sentimentos fazem parte da realidade de muitas mulheres brasileiras que se encontram perdidas, pois são proibidas pela lei de abortarem quando engravidam indesejavelmente. Logo, debater sobre a legalização do aborto é importante para chegar em um consenso que reduza o índice  que chega a 20% das mulheres em idade fértil, ou seja, uma a cada 5 já cometeu tal ato na ilegalidade.

Ademais, a demora na desmistificação de estereótipos faz com que a maioria da população seja contra o debate sobre uma possível legalidade dessa questão. Nesse viés, segundo a teoria da solidariedade mecânica de Durkheim, uma sociedade compartilha os mesmos valores sociais perpassados de geração em geração. À vista de tal preceito, nota-se que muitas pessoas possuem visões de mundo semelhantes sobre esse contexto e buscam conservar esses pensamentos. Dessa maneira, é de suma importância debater sobre essa mazela, em busca de evoluir socialmente.

Infere-se, portanto, que essa lenta mudança de mentalidade e a grande proporção de abortos ilegais, devem ser solucionadas para que haja menos mortes ou polêmicas sobre essa questão. Então, cabe aos deputados do legislativo propor leis procurando tornar legal essa prática comum entre as mulheres na atualidade, entretanto tão perigosa a estas. Além disso, é dever do Estado divulgar os números alarmantes sobre as mortes em clínicas clandestinas, por exemplo, para que através disso a sociedade em geral se sensibilize e perceba que o cenário hodierno só traz malefícios à população. Enfim, como dito por Nelson Mandela, líder africano, é dever do governo propiciar um ambiente facilitador para o bem-estar social.