A questão do aborto no Brasil
Enviada em 26/11/2018
Aprovar o aborto significa autorizar, que uma vida seja cessado de sua gestação. Interromper uma vida significa assassinar, e assassinato é crime, portanto, o aborto é crime. O aborto no Brasil não é considerado crime quando a vítima é estrupada ou quando sofre grande risco de perder sua vida.
Estas afirmações há muitos anos, as nações discutem questões científicas, éticas, morais e religiosas que envolvem o aborto. Ele é legalizado e feito de forma segura em vários países, mas é ilegal e visto como grave crime no Brasil. Uma das principais discussões é se a legalização do aborto diminuiria uma gravíssima questão de saúde pública: as complicações pós-aborto, que são a terceira causa de morte entre mulheres em idade fértil. De fato é que, apesar de ser ilegal, há milhares de clínicas que praticam o aborto de forma ilegal no Brasil. A falta de regulamentação faz com que os procedimentos não sejam fiscalizados, o que torna o aborto uma das principais causas de morte materna. Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), 20% das mulheres de 18 a 39 anos já praticaram pelo menos um aborto, a grande maioria deles em clínicas clandestinas. A liberação iria exigir uma regulamentação que reduziria drasticamente o risco de mortes da mulher nesses procedimentos. Porém, a gravidez não é doença, para ser questão de saúde. A morte dessas mulheres ocorre enquanto estavam realizando um procedimento ilícito, e a responsabilidade do Estado não está em mantê-las seguras durante o processo de aborto, e sim em evitá-lo e penalizar os envolvidos, por estarem infringindo o Código Penal Brasileiro, por atentar contra a vida humana.
Sobre a questão de direito das mulheres, alguns defendem que estas devam ter a liberdade sobre seu próprio corpo, e que o aborto deva ser avaliado como uma escolha da gestante. Em contrapartida, a liberdade de um indivíduo tem fim, onde a de outro começa, sendo assim, o valor de uma escolha não pesa mais do que o valor do direito à vida, ou também, o direito à existência. Mesmo que uma mulher possua uma gravidez indesejada, a solução jamais será abortar.
Existem outros recursos disponíveis caso a mãe não queira ou não tenha condições de criar seu próprio filho. E antes destes recursos, existem métodos contraceptivos que evitam a gravidez, alguns deles distribuídos gratuitamente em postos de saúde. O governo deve ampliar a campanha dos métodos contraceptivos (principalmente às parcelas mais pobres da população, que tem o acesso a informação dificultada), para informar e conscientizar dos riscos e consequências que as relações sexuais trazem.
Por meio do incentivo do uso da camisinha e de pílulas anticoncepcionais, será diminuída as taxas de gravidezes indesejadas, e consequentemente, a diminuição dos movimentos pró-aborto.