A questão do aborto no Brasil
Enviada em 23/11/2018
É a interrupção de uma gravidez pela remoção de um feto ou embrião antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Um aborto que ocorra de forma espontânea denomina-se aborto espontâneo ou “interrupção involuntária da gravidez”. A sociedade costuma considerar “aborto” uma expressão “pesada”, então se posicionam contra.
A questão de ser a favor ou contra esse assunto é um grande tabu, ainda hoje. Pessoas evitando de falar e debater, conhecer para depois argumentar sobre o procedimento ou até mesmo os motivos pelos quais foi feito. Na maioria dos casos, o pré-conceito domina e mantém a mente de todos muito limitada.
Entre 1990/1994 e 2010/2014, a taxa anual de aborto nas regiões desenvolvidas caiu significativamente, principalmente em países ricos onde a prática é legalizada. Então o argumento “com a legalização do aborto, mais mulheres irão optar pelo procedimento”, não é valido. Cuba foi primeiro país da América Latina a legalizar o aborto sem restrições.
Outra argumentação muito utilizada é a questão de, se houve um abuso sexual, pode ser considerada uma exceção à regra, pois a vítima não teve escolha. Porém, no caso da gravidez na adolescência? Educação sexual é ensinada da maneira correta dentro das escolas? Ou isso é papel dos pais?
Quando uma menina acaba engravidando de maneira não planejada, ela é julgada. Mas não é discutido o quão inferior pode ter sido o ensino e as informações que foram passadas à ela sobre prevenção, cuidados e responsabilidade. Tanto na escola quanto na mídia, ainda é muito evitado que as meninas mais jovens tenham acesso a esse tipo de assunto.
No Brasil,é permitido que o aborto seja realizado apenas em casos de estupro, risco à vida da mãe ou anencefalia. É grande o número de mulheres que não se encontram nessas situações e realizam abortos inseguros. Isso é um grave problema de saúde pública. Afinal, a questão é sermos a favor da vida? E mãe da criança, o quanto vale a vida dela?