A questão do aborto no Brasil

Enviada em 24/11/2018

Aborto no Brasil

Atualmente o aborto é uma questão duramente discutida no Brasil, principalmente, a respeito de legalização desse ato. Sabe-se que a lei nacional só permite esse procedimento, em casos de estupro ou risco à saúde da mãe, porém mesmo a proibição não impede que muitas mulheres recorram a ele, pois segundo a Organização Mundial da Saúde, países que liberam a interrupção da gravidez, possuem taxas muito menores dos que a proíbem. Então, diante desses dados, é preciso rediscutir essa questão, pois as medidas atuais ferem o direito sobre o próprio corpo da mulher, além de afetar à saúde pública.

Hoje no Brasil é discutida a legalização da prática do aborto, o que vem gerando diversos movimentos pró e contra tal ato. A maior parte da população do país declara ser contra a prática e a legalização do aborto, por considerar um “crime contra a vida”. Já a parcela da população a favor da prática e legalização do ato defende os direitos individuais das mulheres, alegando que a legalização seria uma forma de evitar os altos índices de mortes maternas decorrentes de abortos inseguros. No âmbito da educação, a falta de escolaridade faz com que parte da população não tenha conhecimento de métodos contraceptivos, o que faz com que o número de gravidezes indesejadas seja mais elevado.

Ademais, a questão do aborto configura um grande problema de saúde pública, pois por conta da proibição, muitas gestantes recorrem a clínicas clandestinas ou medicações potentes, as quais trazem grandes riscos à vida delas. Além de ser algo muito custoso para o Estado, pois muitas vezes há complicações no processo e as mulheres morrem ou chegam a estado grave aos hospitais. Por isso, essa questão deve ser repensada, uma vez que, de acordo, com dados do Sistema Único de Saúde, mais de 500 milhões de reais foram gastos por conta de complicações com aborto.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal deverá criar projetos de incentivo ao uso de métodos contraceptivos e disciplinas como educação sexual devem ser iniciados já na escola, para conscientizar crianças e adolescentes dos riscos que podem ocorrer com uma gravidez indesejada. Ademais, cabe às lideranças políticas, por meio de debates, palestras ou reportagens, buscar o apoio da população, para fazer pressão sobre o Estado, de modo que o aborto seja legalizado e controlado pelo SUS. Além de, mediante a apresentação de dados, sobre a saúde das mulheres, cabe o legislativo descriminalizar essa prática para que as mulheres possam passar por um procedimento seguro e com acompanhamento especializado, com o intuito de parar com as mortes que acontecem por conta de leis, promovendo respeito aos direitos de todas as mulheres.