A questão do aborto no Brasil

Enviada em 24/11/2018

Aborto: legalizado ou não?

No Brasil, atualmente, o aborto vêm sendo um assunto muito discutido. Existe, na sociedade, uma divisão clara de quem é a favor e quem é contra o aborto. Se, por um lado, os conservadores, a igreja e grande parte da população é contra, por entender que a vida se dá no momento da concepção e não só a partir de doze semanas, por outro lado, existe um grande número de pessoas que defendem a liberdade da mulher em relação ao seu corpo, podendo decidir se quer ou não continuar uma gestação.

O que os defensores da legalização do aborto alegam é que, muitas mulheres, em sua maioria pobres, por não terem assistência médica gratuita, acabam recorrendo à clínicas clandestinas, onde muitas morrem, em consequência de procedimentos mal realizados ou em decorrência de infecções. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, são estimados cerca de 729 mil à 1 milhão de abortos no Brasil anualmente, sendo realizados por uma em cada sete mulheres brasileiras que possuem entre dezoito e trinta e nove anos de idade.

Hoje, no país, a legislação permite que o aborto seja realizado em casos de estupro e riscos à mãe, mas somente até doze semanas de gestação. O que, muitas vezes não acontece, pois, o processo de autorização pode demorar meses. Recentemente, o deputado federal Jean Wyllys, apresentou um projeto que trata da legalização, propondo que a interrupção da gestação poderá ser realizada nas primeiras doze semanas, tanto pelo SUS, quanto pela rede privada por determinação da mulher, independente do motivo.

Não podemos generalizar as situações de cada indivíduo, pois muitas pessoas ainda não possuem acesso à informação e, em muitos casos, as mulheres sofrem violência doméstica, sendo forçadas a manter relações sexuais com seus parceiros e, em outros casos, muitas são abandonadas não tendo como se sustentar. Por outro lado, se houver a legalização sem um controle rígido por parte dos órgãos de saúde responsáveis, ainda existirão muitas mulheres que utilizarão o aborto como método contraceptivo, que sendo feito com frequência, pode ser prejudicial, caso a mulher queira ter filhos futuramente.

Acredito que esse assunto ainda deva ser muito discutido e analisado para que seja correto e que não hajam prejuízos ou arrependimentos futuros.