A questão do aborto no Brasil

Enviada em 24/11/2018

O aborto é visto como um “tabu”, é um assunto que sempre gera uma grande discussão, independente da situação ou local onde é debatido, a definição do aborto é “descontinuação dolosa da prenhez, com ou sem expulsão do feto, da qual resulta a morte do nascituro”, ou seja, ela é uma cirurgia para tirar o feto do útero, mas ela também pode acontecer espontaneamente.

Como já citado, ele pode ser realizado por procedimentos médicos (clandestinamente) em “hospitais” clandestinos, não são bem hospitais, na maioria das vezes são em quartos que não tem os devidos equipamentos e a devida higiene que deveria ser fornecida em um atendimento cirúrgico, já o aborto espontâneo é a perda de uma gravidez antes da 20 ª semana, há várias causas como genes ou cromossomos anormais, condições de saúde das mães e na gravidez precoce, de 8 a 20% das gestações clinicamente reconhecidas com menos de 20 semanas de gestação sofrerão aborto, sendo 80% destes nas primeiras 12 semanas de gestação.

O aborto como é ilegal, não se tem dados de quantas pessoas procuram médicos para o procedimento, mas foram registradas 177.464 curetagens pós-abortamento, um tipo de raspagem da parte interna do útero e 13.046 esvaziamento do útero por aspiração manual intrauterina (AMIU), de acordo com uma pesquisa quase 1 em cada 5 brasileiras, aos 40 anos já realizou, pelo menos, um abortamento. O índice é de 22% para aquelas com até quarta série (quinto ano) e de 11% para quem tem nível superior.

Ele é a 5° causa de morte no país, o fato de ser ilegal ajuda na sua posição, pois as mulheres tem que procurar lugares onde não se tem o cuidado e a higiene que os utensílios teriam que ter para não ocorrerem infecções ou problemas após a cirurgia, se ele fosse legalizado (não totalmente), mas em casos de estupro, não ocorreriam tantas mortes e as mulheres poderiam ter o tratamento correto para essa situação.