A questão do aborto no Brasil
Enviada em 26/11/2018
O aborto envolve muitas questões morais, éticas, religiosas e outras que tornam o assunto muito complexo. Como disse uma vez a ativista feminista britânica, Stella Browne “O direito de impedir a concepção da vida deve lógica e justamente incluir o direito de remover a semente vital que foi fertilizada contra a vontade da mãe, quer por acidente, quer por intenção”.
Antes de mais nada, criminalização do aborto não impede que cerca de um milhão de abortos induzidos ocorram por ano no Brasil. Esse problema já tem se tornado uma questão não mais de ideologia, mas de saúde pública, visto que de acordo com o ministério da saúde os procedimentos inseguros de interrupção voluntária da gravidez levam à hospitalização de mais de 250 mil mulheres por ano, cerca de 15 mil complicações e 5 mil internações de muita gravidade.O aborto inseguro causou a morte de 203 mulheres em 2016, o que representa uma morte a cada 2 dias.
Além disso devemos colocar em discussão até que ponto o governo e os outros podem ou devem interferir na decisão da mulher em gerar um filho. Existem hoje muitos métodos contraceptivos, mas na prática, a dificuldade para agendar a colocação do DIU é grande e, em alguns Estados, esse método sequer é oferecido. Também falta injeção trimestral em postos de saúde e a espera para fazer vasectomia e laqueadura é longa, principalmente no Norte e Nordeste, de acordo com pacientes, funcionários de saúde e especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
Dessa maneira, podemos notar que o Brasil tem falhado no auxílio tanto para as mulheres que querem abortar, quanto para as pessoas que querem apenas se previnir. Uma das coisas a serem feitas é incluir no ensino básico, aulas sobre educação sexual, onde esteja incluso o ensino dos métodos contraceptivos, para evitarmos futuros problemas de saúde com abortos. A legalização do aborto no Brasil é um passo muito importante que deveria ser dado, visto que diminuiria o número de mulheres mortas em idade fértil, e ajudaria a diminuir o número de crianças nas ruas e em abrigos para a adoção.