A questão do aborto no Brasil
Enviada em 25/11/2018
Após o surto de Dengue, Chikungunya, e Zica que vem preocupando a população, a ideia da legalização do aborto voltou à tona. O aborto atualmente é considerado legal apenas em casos de estupro, feto anencéfalo e quando há risco de morte para a mãe. Muitos médicos partem do princípio que até o 3º mês de gestação não seria crime. Há ainda os procedimentos que são realizados em clinicas clandestinas quando a gravidez não foi planejada. Pelo Brasil afora o custo para interromper a gravidez chega a 5 mil reais em clínicas clandestinas.
No Código Penal Artigo 124, prevê prisão de 1 a 3 anos para quem aborta por vontade própria. A opinião de muitos especialistas é que até a 12ª semana de gestação, o sistema nervoso do feto não está formado, não havendo resquício de atividade mental ou consciência, o que não deveria ser considerado aborto. Por outro lado, muitos consideram que a partir da concepção do embrião, já há vida e a interrupção constituiria crime doloso.
São mais de 850 mil abortos clandestinos por ano no Brasil. Mas de 70% das mulheres que abortam já tem pelo menos um filho. 70% são casadas ou estão em um relacionamento estável.
Como podemos ver, a proibição do aborto não o impede de acontecer. Porém, porque é proibido, milhares morrem todos os anos.
Portanto, ainda há muito que se fazer antes de permitir a legalização do aborto. É preciso que o poder público faça campanhas de conscientização da população, aumente a educação sexual nas escolas, oferecer métodos contraceptivos em todas as cidades e postos de saúde. Somente assim será possível acabar com a prática criminosa do aborto e esclarecer a importância de métodos de barreira antes de pensar em realizar um aborto.