A questão do aborto no Brasil

Enviada em 25/11/2018

A legalização do aborto tem sido um tema muito debatido no nosso país ultimamente, principalmente por mulheres que desejam interromper sua gravidez da maneira mais segura e economicamente acessível e pedem para a descriminalização do aborto. O problema é que, pelo o aborto não ser liberado a todos, no Brasil, muitas mulheres acabam optando por procedimentos ilegais e sem garantia alguma de qualidade ou segurança à sua vida.

É necessário ressaltar que muitas meninas, vítimas de estupro ou relações forçadas, acabam engravidando e optando pelo aborto sem possuir o amadurecimento ou porte físico necessário para manter uma gravidez, quanto mais para anulá-la, e essa escolha, muitas vezes, acaba a levando à sua morte.

A segunda edição da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), realizada pelo Anis Instituto de Bioética e pela Universidade de Brasília, aponta que a mulher que aborta possui entre 18 e 39 anos, é alfabetizada, de área urbana e de todas as classes socioeconômicas, sendo que 48% completou o ensino fundamental e 26% tinham ensino superior.

Visto que as instituições legalizadas a fazer o aborto cobram muito caro, muitas mulheres decidem interromper ilegalmente sua gravidez, correndo risco de saúde e de vida por falta de competência e da metodologia inadequada a ser feita, além de nenhuma garantia de que o procedimento será eficaz para extirpar o feto.

Portanto, para ser legalizado, a temática do aborto deve estar bem clara na cabeça, não só de todas as mulheres, mas também de toda a sociedade antes de querer julgar ou interferir na escolha feita pela dona do corpo, além de garantir que as mulheres saibam exatamente todas as possibilidades e consequências que podem ser geradas e dar-lhes o suporte necessário para sua segurança com um preço acessível. Um modo de fazer isso é utilizando da Agência Nacional de Saúde e da ANVISA para garantir tais melhoramentos no nosso sistema de saúde.