A questão do aborto no Brasil
Enviada em 26/11/2018
O tema aborto envolve uma série de fatores, tais como ética, moral e princípios pessoais. Pela lei brasileira, o aborto é ilegal, exceto em casos de riscos para a mãe ou estupro. Muitas pessoas alegam que o aborto deve ser deixado a critério da mãe, pois o corpo é dela, logo a decisão também há de ser. Porém, uma grande massa de pessoas, em sua maioria tradicionais e conservadores, defendem que o abortar é tirar uma vida, e que os pais devem lidar com as consequências de seus atos. Seria o aborto tão abominável assim?
Segundo a PNA (Pesquisa Nacional do Aborto), uma em cada cinco mulheres acima dos 40 anos já abortaram pelo menos uma vez na vida, e 20% das mulheres abortarão ilegalmente até o final da vida reprodutiva. É fato que o aborto clandestino é extremamente prejudicial à mãe, podendo causar danos extremos e até mesmo a morte, o que faz com que um dos argumentos para a legalização seja justamente a precariedade de equipamentos e tratamento que as mulheres que desejam retirar o feto tem de enfrentar.
As taxas de aborto vêm crescendo preocupantemente ao longo dos anos, e nada pode ser feito para erradicar tal ato, o máximo que se pode ter é uma fiscalização e controle. Além de ajudar na economia do país, a legalização do aborto contribui para a sociedade em si, visto que filhos indesejados podem não ser criados corretamente, se tornando rebeldes e acabando infringindo a lei ou algo do gênero.
Com base no que foi mencionado, o aborto deve ser legalizado, mas fiscalizado. É preciso oferecer tratamento de qualidade para as mulheres que desejam realizar esse processo e principalmente conscientizar a população, para que todos saibam se prevenir adequadamente, diminuindo assim os índices de gravidez acidental.