A questão do aborto no Brasil
Enviada em 23/03/2019
o médico francês Jerôme Lejeune relata que a vida começa em sua concepção ao defender a progressão desse feto até seu nascimento e afirma que o aborto é um assassinato de inocentes, no entanto, esse pensamento reflete na sociedade contemporânea brasileira, pois a maior parte da população é contra esse ato, embora exista políticas públicas a favor da sua legalização. Todavia, o direito a vida é algo irrefutável, pois quando esse fenômeno é violado pelo aborto ocorre sérias consequências, com o surgimento de doenças físicas e psicológicas, colocando em risco sua própria saúde, em contrapartida, é importante o uso de métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada e posteriormente o aborto.
A princípio, o médico Drauzio Varella enfatiza que após a fecundação ocorre uma mudança hormonal muito grande na mulher que afeta de forma positiva desde o seu corpo físico ao psicológico, no qual, automaticamente se prepara durante nove meses para conceber o bebê. Entretanto, quando acontece o rompimento dessa gravidez com remédios abortivos como o “Citotec”, essa mulher passa pelo processo pós-aborto, aonde seu corpo sofre sérias consequências, como distúrbios hormonais, mudanças de humor , surge problemas psíquicos como a síndrome do pânico, sentimento de culpa e até mesmo o suicídio, é importante ressalta que a mesma não recebe acolhimento depois do procedimento.
O aborto não é um simples ato de retirar o feto, mais envolve uma série de fatores que colabora para esse acontecimento, devido a falta de acesso a políticas públicas no departamento do SUS ( Sistema Único de Saúde) para prevenir a gravidez indesejada. Nesse mesmo contexto, a OMS (Organização Mundial de Saúde) adverte a importância do uso de contraceptivos, principalmente na adolescência, pois essa fase muitas jovens inicia sua vida sexual . Desse modo, o aborto pode ser evitado, mesmo que os anticoncepcionais não garantem 100% de proteção, porém é a melhor forma de se prevenir uma gravidez indesejada.
Percebe-se, portanto, para que o direito a vida seja respeito como estar escrito no artigo 5da Constituição brasileira, será necessário que a mídia lance campanhas socioeducativa fazendo abordagem sobre os impactos “pós-aborto” ao mostrar suas consequências, também é de suma importância que as escolas realize palestras sobre educação sexual para adolescentes de 13 a 18 anos no intuito de promover conhecimento a respeito dos métodos de prevenção. Além disso, o Ministério da Saúde precisa aumentar a distribuição de preservativos e anticoncepcionais nas comunidades e enfatizar o planejamento familiar por meio de profissionais desse departamento.