A questão do aborto no Brasil
Enviada em 14/03/2019
Mave Wiley é o nome de uma personagem da série ‘‘Sex Education’’, na qual a jovem, que foi abandonada pelos pais, vivia em uma situação financeira complicada. No decorrer da história, ela engravida do namorado e se submete a um procedimento abortivo. No Brasil, essa não é a realidade às mulheres que não possuem condições de criar um filho, ou até mesmo não querem um. Logo, cabe avaliar os fatores que contribuem para a situação.
Ressalta-se, de início, como esse viés contribui para o subdesenvolvimento do país. Segundo o OMS, 22 milhões de abortos ocorrem por ano em locais sem estrutura adequada. Dentro dessa estrondosa quantidade de mulheres, a maioria se submete a isso por não possuir uma situação financeira favorável. Esse fato prejudica não só a mãe como também o país, pois assim, a taxa de natalidade tende a aumentar e a expectativa de vida a diminuir, fazendo com que a população economicamente ativa (adultos) reduza.
Além disso, é válido salientar como a não legalização do aborto é um desrespeito às mulheres. As concepções de moral e ética do século XXI diferem-se das ante-passadas, o movimento feminista está caba vez mais em alta lutando por direitos iguais. Desse modo, pode-se afirmar o tabu do aborto não deveria ser mais tratado como uma atrocidade, posto que as mulheres devem ter o direito de decidir se querem ou não manter uma gravidez, seja ela de risco ou saudável.
Urge, portanto, que medidas são necessárias. Inicialmente, é dever do Ministério da Justiça, por meio do STF, aprovar a emenda constitucional que legaliza o aborto até a 12° semana, período ao qual, segundo alguns médicos do Conselho Federal de Medicina, ainda não há vida. Ademais, cabe a população feminina, por intermédio de grupos feministas e etc, realizar greves e campanhas publicitárias a fim de mostrar que estão presentes na luta por seus direitos. Desse modo, jovens, tal como Mave Wiley poderão ter o direito da escolha.