A questão do aborto no Brasil

Enviada em 22/06/2019

A Declaração dos Direitos Humanos garante a todos, os indivíduos o direito à saúde e o bem-estar social. No entanto, a questão do aborto no Brasil, faz com que muitas mulheres não desfrute desse direito. Nesse contexto, não há dúvidas de que o aborto é desafio no país, o qual ocorre, infelizmente, devido não só a falta de recurso e incentivos para o uso de métodos contraceptivos de longa duração, mas como também a falta de educação sexual nas instituições de ensino, tais fatores potencializam para que o aborto clandestinos seja feito com mais frequência e de modo negligente, tornando a mulher vítima do descaso do Poder Público.

De acordo com a PNA, cerca de 500 mil abortos clandestinos são realizados no Brasil, devido a gestação não planejada em decorrência da falta de contraceptivos de longa duração nos postos de saúde. Apenas 2% das mulheres usam esse método, na qual faz com que a taxa de gestação não programada fique em torno de 55,5%, o que é considerado muito alto comparado ao Reino Unido que 31%  delas utilizam esse tipo de contraceptivo e a taxa de gestação indesejada está em torno de 16%. Dessa maneira, aumentando os recursos de contraceptivos, por exemplo o DIU Mirena e o DIU de cobre, nos postos de saúde e incentivando o uso deles, será um dos caminhos para solucionar esse quadro.

Faz-se mister ainda, salientar que a falta de educação sexual nas instituições de ensino é uma barreira para acabar com o problema. Segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação transforma pessoas, e essas mudam o mundo. No entanto, a educação brasileira ainda não é de qualidade para ministrar esse ensino, principalmente tratando-se das comunidades carentes, que as jovens ficam mais suscetíveis a uma gestação indesejada, pois os incentivos ao uso de contraceptivos são inexistentes e muitas das vezes devido aos protestos de seus responsáveis em relação a exposição da sexualidade desde a adolescência.

Diante do exposto, o Ministério da Saúde e da Educação devem de investir na capacitação  e na qualificação de profissionais, para ministrar essas aulas, não só para os jovens, mas para seus responsáveis também, visando mostrar que essa educação tem sua importância, através de campanhas e feiras culturais, ao menos duas vezes ao mês. E cabe, a Agencia Nacional de Saúde Suplementar fiscalizar a boa distribuição de contraceptivos nos postos de saúde. Desse modo, a questão do abordo no Brasil será superada.